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Mensagens

Sobre tatuagens...

Nunca fiz nenhuma, mas ultimamente ando com vontade de fazer uma, mas escusado será dizer que os meus pais começam logo a entortar o nariz e a dizer "ah não tatuagens não" , pois é verdade que eles ainda pensam que eu devo de ter 10 anos ou algo do género. Sempre fui daquelas pessoas, que tente seguir o que para eles é normal, nada de tatuagens, piercings e essas coisas. Lembro-me de uma vez com 15 anos dizer ao meu pai que gostava de colocar um piercing na parte de cima da orelha e meu deus, se vocês imaginassem a cara dele e o famoso discurso do enquanto viveres debaixo do meu teto ... e assim se passaram os anos e eu não toquei mais no assunto, só pelo simples facto de não ter que os ouvir a mandar vir. A verdade é que eu vou fazer 36 anos e se me der na cabecinha, vou coloco o piercing e está feito. Quanto à tatuagem já é algo mais complicado para mim, uma vez que eu sou uma pessoa que se cansa facilmente de ver certas coisas, tipo a mesma cor de verniz, esse tipo de cois...

"Mørke/Murk" ou "Mistério na vila"...

Este filme é assim como é que eu posso explicar, muito psicológico. É certo que é fácil de entender o enredo, e o percurso de toda a história, mas ao mesmo tempo não deixa de ser constrangedor. E constrangedor porque? Eu não queria estar a entrar muito na história, para não contar, para quem quiser ver, mas vejamos, no meu ponto de vista e sem qualquer preconceito, qual é o homem que quer ter uma relação com uma pessoa, com uma deficiência? Este filme foca muito esse lado, além de que faz bem jus aquele velho provérbio que o homem é um animal de hábitos, e o deste filme perdoem-me mas é completamente psicótico.  Não vou escrever mais nada se não daqui a nada conto o filme todo. Não é um filme excepcional, uma coisa fora de série, longe disso, mas no fundo tem alguns pormenores bem interessante, como o "jogo" das pessoas só se guiarem pela aparência, por exemplo.

A minha mãe é pior que a tua #14...

Pelo menos em ser chica esperta, aposto que é. Vejamos, o ano passado perdeu a aliança de casamento na horta, nunca a chegou a encontrar, vai daí resolveu que ia comprar uma, numa época em que o valor do ouro estava um pouco elevado. Avisei-a disso, disse que esperasse um pouco mais que o valor baixasse, mas escusado será dizer que foi a mesma coisa que falar com uma porta, a minha mãe é muito assim, eu quero, posso e mando e no fim faz sempre merda. Vai daí lá fomos à ourivesaria, não satisfeita em comprar a aliança em ouro, simples e fina, ainda resolveu, mandar polir a aliança das bodas de prata e colocar uns brilhantezinhos num anel. Eu já estava a ver o cenário, a senhora lá fez a conta e como eu costumo ir lá arredondou para os 300€.  Pois é evidente que eu sabia que ia sobrar para mim, na altura de levantar tive que colocar 150€ dos meus, com a promessa de os voltar a receber. E agora sim vem a parte engraçada, deu-me 70€, ficando sempre de me dar o resto, nisto veio o natal...

"Vidas de papel"...

Teria imenso que escrever sobre este filme. Mas apenas me ocorre partilhar com vocês que é sem qualquer dúvida uma enorme lição de vida, extremamente emocionante e comovente e com um final completamente inesperado. Foi uma enorme surpresa aquele final, tão grande que eu quero partilhar mais sobre o filme e não consigo, essa é que é a verdade. Vejam, a sério vale bem a pena. Coincidências da vida mal sabia eu que este filme foca um problema de saúde, precisamente o que eu tenho, foi uma surpresa, não estava mesmo à espera. Por mim, além de toda a lição que se retira deste filme, se o tivesse que avaliar daria nota máxima sem qualquer dúvida.

Uma música e um desabafo...

Gosto desta música, por poder "ver" e ter uma perspectiva da vida de "velhinhos". A verdade é que convivo pouco com velhinhos a sérios, geralmente as pessoas têm quanto muito setentas, havia uma senhora que eu adorava, que infelizmente já faleceu tinha os seus noventa e tais e era um poço de doçura e simpatia, super carinhosa e educada. Sempre que ouço está música lembro-me muitas vezes dela e das saudades que tenho dela, de quando acabava o tratamento e me pedia que lhe ajudasse a apertar o casaco, quando me contava o que ia lanchar quando chegasse a casa, meu Deus as saudades que eu sinto daquele amor de pessoa. E vamos ser sinceros eu nunca me imaginei velhinha, porque acho que não vou aguentar chegar a essa fase da minha vida quando já ando tão cansada dos tratamentos de tudo, e também eu não quero chegar a velhinha, não mesmo.

"Adú"...

Quando me falaram deste filme, que era interessante, jamais em tempo algum pensei que iria trazer uma carga de sentimentos com ele. Houve momentos de tudo de sorrir, de esperança e até de chorar. A história de Adú é daquelas histórias que toca profundamente em qualquer coração e pensamento. Deixa-nos a pensar em tanta coisa, em como não damos grande valor ao que temos, quando na verdade deveríamos ser mais agradecidos. Um filme cheio de sentimentos e emoções, de certa forma foi um pouco difícil para mim vê-lo e muitas vezes não me sentir culpada, por não dar tanta atenção e valor a tudo o que tenho. É um filme fantástico.

Bem-vinda Primavera...

  Sê bem-vinda!!!!!! Já se nota bem os teus raios de sol, apesar de ainda haver um ventinho fresco à mistura. Gosto imenso da primavera, mas comigo existem sempre uns senãos, as alergias, o pozinho amarelo, que na zona onde vivo são imensos, o ter que recorrer com mais frequências ás bombas da asma, às gotas e pomadas dos olhos, mas mesmo assim gosto imenso de ti, porque és aquela estação, que sabes ser o meio termo, nem muito calor, nem muito frio, o chamado tempo ideal. Vem fazer-nos feliz, que andamos todos meios tristes e desorientados por causa da pandemia, precisamos de raios de sol, usufruir deles mas com responsabilidade, coisa que infelizmente muita gente não sabe fazer.