Avançar para o conteúdo principal

25 de Abril...



Lembro-me de quando era mais nova, das confusão e adrenalina que era o dia 25 de Abril aqui ao pé de casa. De manha cedinho começavam as provas de atletismo divididas por idade, depois seguia-se um almoço nos jardins tipo piquenique para as pessoas que moravam mais longe, ora eu como moro aqui ao lado vinha sempre almoçar a casa. De tarde existiam vários tipos de jogos tradicionais quer para os mais novos quer para os mais velhos e claro havia sempre um jogo de futebol de casados contra solteiros, era uma rebaldaria jeitosa de claques aos berros pela sua equipa, era uma competição bastante saudável e engraçada de se ver e no fim do dia entregava-se os prémios da provas de atletismo… medalhas ou taças sempre acompanhados de cravos.
A rua ficava tão cheia mas tão cheia que até a pé era quase impossível circular.
Hoje estava na varanda apreciar o tempo e dei conta de que de ano para ano as tradições estão a desaparecer, o que era antigamente e o que está a ser agora, quase não aparece ninguém, são poucas as crianças e os adultos a participarem nas actividades e até a parte dos jogos tradicionais já nem existe sequer.
Recordei com saudade e nostalgia aqueles fantásticos tempos em que eu fui criança e ansiava sempre por este dia… mas tudo se vai acabando aos poucos… o que é triste e se lamenta profundamente.



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Música dos últimos dias...

"É Urgente Amar" de Pedro Chagas Freitas...

  "O novo romance do autor bestseller. Nem todos os erros são errados. Foi o que ele lhe disse, as lágrimas de um nas lágrimas do outro, a janela do quarto do hotel aberta, os corpos suados à procura do repouso depois da loucura. É impossível ter-te mas é inaceitável não te ter. Ela limpou com a parte de trás da mão uma das suas lágrimas, depois com a boca as lágrimas dele, o vento a empurrar as cortinas do quarto, alguns segundos do mais doloroso dos silêncios. Destruía a minha vida toda por ti porque sei que sem ti tenho a minha vida toda destruída." Foi a primeira vez que li um livro do Pedro Chagas Freitas. Anteriormente apenas lia, algumas frases ou pequenos textos que ele ia publicando. Como o tema é o amor, nunca foi algo que me atraiu muito, até que fui desafiada por uma enfermeira amiga a ler este livro, que é dela. E li, li até ao fim, fez-me pensar muito, de todo o livro existiram dois textos que gostei imenso, os quais me identifiquei verdadeiramente, era como se ...

Sinto-me confusa...

Vou falar de blogs... As vezes leio coisas na blogosfera, nos jornais, na net em sim, emfim em vários meios de comunicação, sobre pessoal que tinham um certo nível de reputação, pessoas admiráveis pelo que praticavam e eram. De repente parece que perderam tudo em prol da fama, se calhar humildade nunca a tiveram, eu é que tenho sempre a mania que todos são boas pessoas. Outras pintam cenário de um degredo fora de série e quando tu estas a ler pensas "eu estou cansada psicologicamente e fisicamente, mas esta está completamente perdida, perdeu a noção de tudo só pode". Faz-me uma certa confusão alguns testemunhos que leio, é certo que se me faz confusão o problema é meu mesmo, mas caramba é possível o ser humano ser assim? Mudar assim tanto e para pior? Ahhh sinceramente não sei não.  Mas ainda existem bons blogs, boas pessoas, o que torna o mundo da blogosfera bem melhor sem qualquer dúvida, são poucos, mas existem.