16 de dezembro de 2017

A minha prenda de natal...

Também tenho direito de comprar uma prenda para mim.
Entre outras coisas que necessito optei por comprar a agenda 2018.
Bem sei que hoje em dia pouca gente usa agenda, mas sempre usei e gosto.
Na hora da comprar fico sempre indecisa, é todos os anos a mesma história, ou é pequena e com pouco espaço para escrever, ou é grande e vai ocupar bastante espaço no saco, enfim existe sempre algum problema.
Já uso agenda desta marca à pelo menos 3 anos e é escusado dizerem que já tenho idade a mais para tanto autocolante e tanta fofura junta, mas eu continuo a gostar, o que fazer.
Tenho espaço suficiente para escrever o que necessito, muitos autocolantes divertidos, post it super fofinhos... e eu que adoro post it... muitas divisórias, enfim tem tudo o que necessito e umas coisitas a mais também.
 Estou encantada é só o que vos digo.





14 de dezembro de 2017

Compras de natal...

Estão todas feitas.
Não falta nada.
Finalmente acabaram.
Ainda não fiz as contas para ver se fugi muito ao orçamento.

Esta tudo embrulhado.
Tudo pronto a ser entregue aos seus donos.
Já posso respirar de alívio tranquilamente, estava a ver que não.

12 de dezembro de 2017

Os encrencas...

* Se o chá tem açúcar, queria sem açúcar.
* Se vem quente, queria frio, se vem frio, morno era melhor, oh para vir morno mais vale vir quente.
* Se o pão é grande, o melhor seria um pão pequeno, se o pão é pequeno, quase que nem dão pão.
* Se o pão tem fiambre a mais só quer uma fatiazinha fininha, se vem a fatiazinha fininha podiam por mais um bocadinho.

Isto acontece quase todos os tratamentos.
Chega a meter impressão, a maneira como alguma pessoas são.
Põem defeitos em tudo.
Por vezes penso que as auxiliares tem que ter uma paciência do caraças para aturar estas coisas.
Existe gente que põem sempre problemas em tudo, são tão picuinhas que metem tanta impressão.
Geralmente as pessoas que fora são assim tão exigentes em casa aquilo é uma desgraça, mas pronto gostam de se prestar aquele papel de deprimentes.
Mas que são coisas chatas de se ouvir lá isso são, não é nada comigo e faz-me uma confusão enorme.

11 de dezembro de 2017

Joana Latino...


Sempre gostei do trabalho que ela fez/faz.
A maneira como é, como faz as coisas, o ar divertido, arrojado e ao mesmo tempo simples sempre me conquistaram.


Vi a entrevista que deu no programa alta definição e a verdade é que fiquei a admirar e a gostar ainda mais dela.
Fez-me chorar durante a entrevista, pois claro... mas também me ajudou a tentar entender várias coisas que eu faço questão de não querer entender, prefiro sempre o deixa andar e isso nem sempre é o mais saudável, o melhor, o que nos faz bem e nos ajuda.

Simplesmente adorei, como eu gostava de ter mais força e mais coragem para enfrentar a vida como ela o faz. 

7 de dezembro de 2017

Sobre os últimos dias...

* Então eu começo o mês a  pedir a Dezembro para me manter afastada do hospital, e onde é que eu tenho andado? Pois claro no hospital.

* Era para ser operada na quarta feira, mas uma hemorragia alterou os planos todos... vejamos a parte positiva, escapei, por enquanto, mas não me vou safar isso sei eu.

* O meu sangue esta uma miséria, tudo descontrolado... também depois de perder tanto sangue não se pode ter milagres. 

* Na sexta feira passada fui as compras de natal, de ano para ano estou a notar que ando a perder o jeito, a vontade e a paciência para estas coisas.

* Tirando o facto de andar a correr para o hospital e para a clínica pouco mais tenho feito.

* Falta vontade para tudo, até para comer, vejam lá.

* Ando com uma "farda" que nem posso, durmo mal de noite, acordo de madrugada, o pouco que durmo é só pesadelos, coisas confusas, enfim.

* Falta comprar alguns presentes... não esta fácil não.

* Tenho andado um bocadinho mais irriquieta.

* Estou sem grande paciências para algumas pessoas, só de olhar para elas já fico farta se assim se pode dizer.

* Amanha tenho um aniversário.

* Estes dias um senhor muito querido e meu amigo ofereceu-me um livro "O Pavilhão Purpura" do José Rodrigues dos Santos... por acaso tinha lido o primeiro e tinha intenção de acabar a trilogia.   


* O meu pai diz que ando virada do avesso... por andar chateada.

* Existem pessoas que caladas eram um mundo perfeito.


* Apanhei um senhor na urgência, não percebi a propósito de que começou a falar do Salvador Sobral e nunca mais se calou, estive quase a implorar que se calasse pois a voz dele já me estava a fazer uma enorme confusão... o homem falou sozinho tempos e tempos, porque ninguém falou com ele.

Vamos ficar por aqui, é melhor.

1 de dezembro de 2017

Olá Dezembro...


Vem cá vamos conversar, preciso que me ajudes.
Mostra-me o espirito natalício, ajuda-me na escolhas das prendas.
Traz-me calma, muita calma e paz.

Não me feches no hospital durante o teu mês, não deixes que façam isso comigo.
Oferece-me alguns sorrisos, abraços, amor e carinho, daquelas pessoas que tu sabes que eu gosto.
Ajuda-me a ter fé e coragem para não desistir quando a vontade é maior.
Vem Dezembro.
Vem ser diferente este ano.
Estou a contar contigo. 




30 de novembro de 2017

"Primeiro romance" de Mazarine Pingeot...


"Agathe é uma jovem parisiense licenciada em Filosofia que rege a sua vida pela mais completa liberdade. Ela e o seu amigo Victor, com quem vive, formam o núcleo de um pequeno grupo boémio, uma elite intelectual oriunda de diversas camadas sociais. Os dois cultivam a paixão de criarem novos mundos e de inventarem novas regras: mas se Agathe consegue impor às suas paixões um rígido código de honra, já Victor se sente dilacerado entre o amor por Agathe e o amor por Susana, uma mulher mais velha, casada e com filhos, que conheceu em Londres. Uma mulher por quem Agathe, finalmente, será ela própria seduzida, só então descobrindo, numa espécie de passagem da adolescência para a maturidade, o que é impossível ser-se fiel e livre ao mesmo tempo."

Inicialmente não estava a achar grande piada, uma vez que falava muito nas exageradas noites, recheadas de drogas, excessos de bebida, entre outras coisas.

Houve um momento em que quase desisti de ler o livro, mas mesmo assim insisti e ainda bem que o fiz, porque entretanto a história começou a ficar bem mais interessante.
Conforme ia lendo sempre pensei que a Agathe iria envolver-se com Hadrien, traindo assim Victor, mas não foi o que aconteceu foi Victor envolver-se com Susana.
E eu a pensar que Victor nunca a aí trair.

Gostei imenso da relação de  Agathe com o pai e a tia Cécilia. 

Este livro mostra-nos como a nossa vida pode mudar por completo em minutos e como temos que lutar para nos adaptarmos a ela.

Resumindo gostei da história apesar daquela fase inicial exagerada.




29 de novembro de 2017

Isto é tudo menos normal...



Em 32 anos é a primeira vez que deixo os meus bâtons labiais de proteger chegar ao fim dos fins.
Nunca tinha realizado tal proeza.
Este ano foi o ano.

28 de novembro de 2017

Sobre o natal...


Ainda não comprei nenhumas prendas.
O ano passado nesta altura já tinha tudo organizado demais, este ano esta difícil.


Falta de vontade para, ir para o meio das confusões, de gastar dinheiro, de ideias... e por aí fora.
Atura-te Mary... atura-te.


27 de novembro de 2017

Teimosinha tenho que chegue...

Uma coisa é certa nunca neguei que não sou teimosa, porque sei muito bem que o sou, mas que fazer ninguém é perfeito.
Sábado fui para o tratamento, correu tudo muito bem, não me senti mal durante o tratamento, estive bem disposta, apenas muito cansada.
Vim para a sala de espera aguardar que o meu colega saísse, porque vimos juntos embora.
Já estava na sala para aí à 25 minutos, mais coisa menos coisa.
De  repente deu um, tipo "estalinho" no ouvido esquerdo, viro a cabeça de uma lado para o outro e vejo a sala de espera desfocada e a tremer.

Pensei cá para mim isto deve ser uma tontura daquelas mais fortes e continuo ali sentada a ver cada vez mais as voltas, vai na volta lembrei-me de me por em pé, e lá tentei, primeira, segunda vez e é aí que reparo que a coisa estava mesmo mal porque nem em pé me segurava.
Eu queria que aquilo passa-se, mas naquela fase entendi que tinha mesmo que pedir ajuda.


Estava a vir um enfermeiro trazer uma colega à sala e eu queria  chamar pelo nome dele mas nem conseguia sequer, o bombeiro que estava lá ao lado apercebeu-se e chamou. 
Só me lembro de ele perguntar "estas a sentir-te mal?" e ficou sem resposta e disse "vamos para dentro" bonito foi quando me tentei por de pé e de repente apaguei.
Segundo me disseram ele pegou em mim e foi a correr para dentro e deitou-me numa das cadeiras nisto quando abro os olhos tenho 3 enfermeiros, uma médica, um auxiliar  tudo a olhar para mim e tudo com o "e então?" na ponta da língua para perguntar.


Segundo a médica isto  pode ser o síndrome vertiginoso... que bonito era só o que me faltava.
Hoje já me sinto melhor mas ainda ontem tive vários momentos de tonturas, mas uma coisa muito levezinha. 
E eu nunca vou conseguir aprender que ao primeiro sintoma tenho que falar, mas não fico sempre a pensar isto passa, é respirar fundo que isto passa.
Como diria o meu pai "de teimosinha tens tu que chegue"... pois é verdade sim senhor.

24 de novembro de 2017

Novo vício...


Comecei a ver por incentivo de um enfermeiro, dizia que era uma série porreira e que eu ia gostar.

Pois bem, comecei a ver a série e agora não quero outra coisa.
Outlander conta uma história épica adaptada da popular série de romances de amor e fantasia de Diana Gabaldon, que acompanha o drama de dois amantes de tempos diferentes.

Pelos episódios que já vi estou a gostar, vamos lá ver como corre o resto, segundo o enfermeiro é cada vez mais divertido.

23 de novembro de 2017

Um dos meus segredos...

Nunca o dei a conhecer a ninguém.
Sempre que estou triste, em baixo, a passar uma má fase, principalmente a nível de saúde eu tenho um vício que me ajuda a acalmar, a pensar, a relaxar.
Coloco aqueles concertos completos de final de ano ou homenagem do Roberto Carlos.
Ninguém imagina como ouvi-lo me acalma, me ajuda a pensar melhor.
Já existiram tratamentos em que eu não podia mais de maneira nenhuma, colocava os fones e começava a ouvi-lo, fecho os olhos respiro fundo e deixo-me ir naquele som.
Nunca entendi bem o porque disto acontecer, mas que me ajuda muito lá isso ajuda. 

20 de novembro de 2017

Oh gente mais complicada...


Sexta feira eram para aí 21h ligou-me a minha tia L. a única coisa que eu entendi durante 3m de chamada em que dizia para eu carregar o telemóvel da minha tia R. de resto não entendi nem mais uma palavra do que aquela alma estava a falar.

Carreguei o telemóvel da minha tia R. e resolvi telefonar.

Pois bem liguei tantas vezes e nunca dava para falar.
As tantas digo eu na brincadeira aos meus pais e irmão que estávamos a jantar "ela é meia virada ainda vem por aí a pé nesta noite escura".

Passado um bocado tocam à campainha diz o meu pai "queres ver que é ela" eu abro a porta e vem ela aquela hora, uma escuridão que não se podia e vinha a falar aos "tropeções".

Entrou na cozinha a falar alto e muito aflita... eu só pensava fogo parece que matou alguém.

Deu-me o  telemóvel, vi, voltei a fazer a chamada nada.
As tantas disse "só existe uma solução que é desligar, tens aí o pin?"... o que é que eu fui perguntar, começou que não tinha nenhum papel, que não sabia de nada e em vez de dizer pin começou com o pino para trás e o pino para a frente, e eu sempre a insistir que ela tem que ter.
Então andei lá nas definições até encontrar a opção onde tem se quer o pin ou não à entrada, pois bem lá dizia que não.
Eu disse "só à uma solução vou desligar o telemóvel" e assim o fiz, desliguei voltei a ligar,  e graças a Deus não foi preciso o pin, ou seja, o telemóvel dela e já estava funcionar.
Expliquei que ela tem que ter um cartão vermelho e que nesse cartão encontrasse o pin.

Ela sempre a dizer que não tem nada, quando  as tantas lembro-me e "digo não tens na carteira um cartão vermelho onde tens o teu número de telemóvel?" olhou para mim muito séria e disse "tenho" e eu expliquei que era esse cartão.

Eu costumo carregar 10€ no telemóvel dela e ela diz "mas olha só tenho 9.93€" e eu quase a chegar ao arame vou as mensagens e disse "sabes ler pelo menos então lê" lá dizia que tinha sido feito um carregamento de 10€... olha-me esta chateia-me a cabeça aquela hora da noite, se não tem os 10€ não os gastasse, que caraças. 

18 de novembro de 2017

O momento mais feliz do meu dia...

É sem dúvida quando vou para a cama.
Depois de estar deitada e aconchegada, respiro fundo e penso todos os dias a mesma coisa "tão bom".

Tem dias que até me dá vontade de rir por todas as noites pensar o mesmo.

Eu sei é a velhice a chegar aos poucos.

16 de novembro de 2017

A verdade é que já estávamos a estranhar...

A verdade é que todos os anos em finais de Setembro eu vou abaixo a nível de saúde.
Regra geral tenho direito a internamentos e tudo.
Este ano, tenho que dizer que andava muito feliz por estar a escapar um pouco à tradição.
A verdade é que desde segunda que a minha perna direita me tem causado muitas dores, mas eu atribuo sempre a culpa ao excesso de frio.
O problema disto tudo é que eu sei que a única solução para a questão é ser operada, tal como disse a médica, "quando já não aguentar mais, já sabe o que vai acontecer".
As vezes ando com dores e alivia e eu vou andando toda contente pois vou safando-me.
O problema é que desta vez pegou-me tão forte as dores que eu estou completamente a mancar, existem momentos em que me vem as lágrimas aos olhos semelhante são as dores.
No início da tarde fui levar o meu pc para arranjar e as tantas disse ao meu pai "para um pouco que eu não consigo andar" não conseguia dar um passo, depois aos pouquinhos a arrastar-me consegui chegar ao carro com muitas dores.
O meu pai coitado olhou para mim e disse "era o que nos faltava agora, eu tenho a dizer que acho estranho ainda não teres ficado internada nesta altura, porque afinal de conta já é tradição todos os anos" e riu-se.
Que riqueza, goza amigo depois torces o pé, bates com o joelho no chão e em vez de ser só eu a mancar somos os dois, já nem ponho a minha mãe que essa é o ano inteiro a mancar.
Deus me livre neste momento é uma casa de mancos, literalmente.

15 de novembro de 2017

Um dia destes...


Congelo de vez.
Não aguento o frio, bem sei que estão a pensar que este frio ainda se aguenta bem e que ainda vai vir o frio a sério.
O problema é que na zona onde moro já esta frio a mais.
Não existe um raiozinho de sol sequer.

Não aguento o frio, sinto-me como se fosse um bloco de gelo.
Já uso camisolas mais grossinhas, casacões, cachecóis, enfim como diz o meu pai "és o inverno em pessoa sem tirar nem por"... dito isto, acho que dá para imaginarem como ando e como me sinto.

14 de novembro de 2017

"Ser como o rio que flui" de Paulo Coelho...



"Ser Como o Rio Que Flui é um corte transversal na anatomia da escrita de Paulo Coelho. Esta compilação de contos, opiniões e ideias constitui um belíssimo reflexo da vasta criação do escritor. Peças literárias de vários períodos e publicações compõem este livro, que tece uma linha sensível, acompanhada pelo olhar do criador, detendo-se naqueles pormenores da realidade quotidiana e da contemplação que destilam a subtil filosofia de quem observa a existência com a mesma placidez com que contempla um rio. Contar as histórias dos seres humanos, na sua variada e rica complexidade, é a missão que Paulo Coelho atribui à sua escrita, contando o que são e quem são, sem os prender àquilo que pretendem ou fingem ser. Quase como fotografias da vida, estas peças literárias são breves e intensas e revelam-nos pequenos momentos eternos de vidas de pessoas."

Sem dúvidas nenhumas é um excelente livro com artigos, momentos vividos e histórias, que nos deixam a pensar nos mais variados temas.
É um livro muito completo.
Achei muito engraçado o prefácio.
De todos os textos, o que mexeu mais comigo e me fez ler várias vezes foi o texto que se chama "O que é divertido no homem", muito real, extremamente verdadeiro.
Adorei o livro.
Excelente mesmo.

9 de novembro de 2017

Adoro este tipo de conversas...

Se eu estivesse no teu lugar...
Se eu fosse a ti...
Tu devias de fazer isto ou aquilo...
Dar palpites na vida dos outros é mesmo bom.
Ai se eu tivesse a vida que tens... desculpando o termo era quem vos fodesse, "bora" para o tratamento, "bora" para o hospital, para os exames, para as consultas, para os internamentos... vamos lá ver como é fixe e divertida a minha vida.
Detesto estas coisas do SE...
Cada um que tome conta da sua vida e que se desenrasque conforme pode, que é o que eu faço com a minha. 
É bom que as pessoas aprendam a deixar de dar palpites na vida dos outros quando não solicitados.
Ohh gentinha deprimente.


7 de novembro de 2017

Quando penso que mais nada me surpreende...

Aparece um cromo com esta conversa.
Tudo isto passou-se na clínica durante um tratamento, voltou um senhor para a clínica que já lá tinha andado, correu as clinicas todas ali da zona e volta novamente para a mesma. 
Raio do homem é chato, prepotente, mal educado e passa a vida a chamar de incompetentes a todos os profissionais, o que vale é que já ninguém lhe dá grande corda.   
Estes dias estava a falar com a médica a dizer que tinha tido falta de ar porque tinha o pescoço inchado...trauma só pode... então dizia ele "esfreguei azeite no pescoço para me ajudar a respirar melhor" foram exatamente estas as palavras dele.
Ficamos todos a olhar tipo "ah", olhamos uns para os outros a seguir e deu cá uma vontade de rir mas conseguimos disfarçar a coisa.
Azeite?
No pescoço?
Para ajudar na falta de ar?
Hmmmm, ainda dizem que os tolos estão todos fechados.

6 de novembro de 2017

"O véu pintado" de Somerset Maugham...


"Kitty sente-se prisioneira de um casamento infeliz e de um estilo de vida que está longe de ser aquele com que sempre sonhou. Sem que tivesse obtido a notoriedade social que desejava e afastada do seu país e da família devido à profissão do marido – bacteriologista destacado para Hong Kong –, a jovem acaba por encontrar algum consolo numa relação extraconjugal. Mas a traição acaba por ser descoberta pelo marido, que leva a cabo uma estranha e terrível vingança… <><> Em O Véu Pintado, Somerset Maugham faz, através da história do acordar espiritual da adorável e fútil Kitty Fane, uma extraordinária caracterização da presença britânica na China e apresenta-nos, como é seu apanágio, uma admirável galeria de personagens."

Mais um vez fiquei rendida a este escritor, Somerset Maugham, estou definitivamente encantada.
A história de Kitty é parecida para não dizer igual à de muitas mulheres, do nosso dia a dia.
Fez-me pensar um pouco na maneira em que nós mulheres lidamos com certas situações, o que nos leva a chegar a um momento na vida e paramos para refletir sobre tudo o que se passou, como se passou, o que fizemos para provocar certas situações, como agimos para nos safarmos delas.
Quantas mulheres perderam um grande amor, que até pode inicialmente não se ter revelado ser um grande amor, na perspectiva da mulher,mas que com o tempo nos deixa a pensar o porque de não nos termos apercebido de tal coisa.
Apesar do tema ser um pouco complicado, no fim revela-se uma história
encantadora, bem escrita, que nos transporta para as belas paisagens e lugares descritos durante todo o livro.
É um livro muito bom, principalmente para podermos refletir um pouco.

4 de novembro de 2017

Bom fim de semana aqui de Gaia...




Excelente trabalho rádio Comercial.
Ficou fantástico.

3 de novembro de 2017

O postal do meu irmão...

Sim eu tenho um irmão 11 anos mais velho do que eu, ou seja,eu tenho 32 e ele 43.
Então na terça feira à noite eu estava na clínica, o meu pai tinha ido ao café aqui ao lado e a minha mãe estava sozinha.
Ele não tem mais, veio pela parte de fora bateu à porta e disfarçou a voz e disse "doces ou travessuras?"
E agora eis a versão dele e a da minha mãe.
Diz a minha mãe "estava sentada no sofá, quando bateram à porta e disseram numa voz fininha "doces ou travessuras? e eu disse "como? e voltaram a dizer "doces ou travessuras, lá fui eu buscar uma das saquinhas que tinha preparado e abro a porta e para meu espanto era o teu irmão à gargalhada, só lhe disse fizeste-me levantar do sofá para isto, queres brincar como os meninos pequeninos é?"
Versão do meu irmão.
"Olha vim por fora bati à porta e disse doces ou travessuras e a mãe começou a dizer quem é?quem é? e eu voltei doces ou travessuras, a mãe vem a correr abre a porta um bocadinho, tinha uma saca na mão e quando vê que sou eu faz uma cara estranha e diz rais te parte seu marmanjo, fizeste-me levantar do sofá, queres brincar é?"
Resumindo e concluído cada um contou a versão as gargalhadas.
Ainda bem que alguém se divertiu.
E como se pode constatar não existe idades para se alinhar nas brincadeiras.

2 de novembro de 2017

Quando conduzes...

... tens que ter cuidado contigo e com os outros condutores.

Segunda feira ia nos Carvalhos ao chegar à rotunda ao pé do quartel novo dos bombeiros ia um carro à minha frente e o fulano em vez de fazer a rotunda pela direita entrou para a esquerda, ainda lhe dei sinal de luzes, toquei mas ele devia der ir com a cabecinha na lua.
Por acaso naquele momento não vieram carros nenhuns, mas caso isso acontecesse ia ser um trinta e um desgraçado porque o fulano ia contra a mão.

Fiz a rotunda e antes de sair deixei-o sair não fosse aparecer algum carro.
O condutor ainda era novo e levava um acompanhante ainda mais novo ao lado.
Depois dão-se os acidentes e não se sabe como foi.
As pessoas têm que meter na cabeça que a condução é um ato importante, quer para a própria pessoa quer para os outros condutores, temos que ter isso em atenção sempre.
Não é pegar no carro e irem como querem e lhes apetece, se existem regras para se cumprir as pessoas deviam de ter atenção a essas coisas.

1 de novembro de 2017

Olá Novembro...


Sê bem-vindo...
Tenho o que é de costume para te pedir, paz, sossego, calma, sorrisos, força para os tratamentos e para tudo o que por aí vier.
Sei que não é fácil, mas se possível mantem-me longe de qualquer internamento no hospital.
Vem Novembro, vamos ser felizes este ano ao contrário dos outros anos em que existe sempre alguma coisa que me deixa mais em baixo.
Prometo que vou portar-me bem, o resto deixo contigo.


30 de outubro de 2017

Factos...

* Desde que mudou a hora que ando com o meu sistema todo alterado, continuo a ter a opinião de que não deviam de andar com estas coisas da mudança da hora.

* Toda a gente se queixa do calor, pois bem, eu estou a morrer de frio, porque na zona onde eu moro além de não bater uma ponta de sol, esta bastante vento e como eu sou friorenta ando aqui a tremer por todos os lados.

* Desde que tomei a vacina da gripe que ando que mal me seguro de pé, é frio, é cansaço, é sono, é nariz tapado, espirra aqui, tosse acolá... enfim.

* Bem que implorei para não tomar a vacina mas as médicas vêm logo com a conversa que além de ser uma doente crônica, sou uma doente de alto risco... esgotei todos os argumentos possíveis para as convencer.


* Cada dia que passa quando me vou deitar à noite, sinto que é sempre o momento mais feliz do meu dia, deitada, quentinha, uma maravilha.

* Tive uns anos no sábado à noite, logo tive que alterar o meu tratamento da noite para a tarde, é uma maravilha de turno, mais parece que é um concurso para ver quem ressona mais... ainda bem que assim li mais descansada.  

* Como é hábito nestas festas de anos, as pessoas insistem em arrasar com os aperitivos mesmo antes de ser dada a ordem para se começar a comer... se soubessem como estas coisas me metem impressão.

* Acho muito engraçado as pessoas dizerem que não comem nadinha e quando existem festas comem como o amanha não existisse.

* Ou então aqueles que dizem que só comem a sopinha e estão prestes a explodir.

* Também existem aqueles que comem e bebem à grande e depois dizem que engordaram porque estão na pré menopausa... já lhe tinha ouvido chamar muita coisa.  


* Não gosto de estar assim, tenho frio.

* Tive que mudar as password todas do e-mail, porque supostamente alguém da Índia tentou entrar à força na minha conta, muito gostava de saber o que querem, mas pronto... idiotas só me dão trabalho.

* A minha mãe já me avisou "quarta feira não tens tratamento, por isso vais para o cemitério toda a tarde" ao que eu respondi "é isso tudo já foste, queres ver que já mandas, vai sonhando vai"... mais nada não.

* No que diz respeito ao cemitério era só o que me havia de faltar, sábado já fui lavar o jazio, mês sim, mês não somos nós a enfeitar e a lavar e agora vou lá ficar a olhar uma tarde toda, eu continuo com a teoria de que devemos fazer tudo e respeitar as pessoas enquanto são vivas e depois eu já faço muito em lá ir durante todo o ano. 

* Não me apetece ir para o tratamento, estou cansada disto todas as semanas é a mesma coisa, segunda, terça, quinta e sábado... ufff estou mesmo fartinha e ainda hoje é segunda.

* Só me apetecia beber um chá de jasmim ou preto e comer uma torrada e cama... mas é impossível concretizar o meu desejo.

* Vou arranjar o meu saco para o tratamento, pode ser que se faça milagre e  ganhe um pouquinho que seja de entusiasmo... hmm hmmm vai acreditando nisso.





25 de outubro de 2017

"Nada mais feminino" de Louise Bagshawe...


"Lucy Evans vive num apartamento com o seu velho amigo Ollie. Mas enquanto Ollie se torna adulto e arranja um emprego a sério como advogado, Lucy agarra-se desesperadamente à sua adolescência: jogos de computador, comida de plástico, bandas rock... Lucy não tem nenhuma pressa de que isso acabe… Só que um dia esse mundo maravilhoso vem abaixo. Ollie anuncia-lhe que vai casar-se, e depois, como se isso não bastasse, ao chegar ao trabalho, descobre que a revista de jogos de computador de que é redactora foi vendida à abominável PC Games Galaxy. Então Ollie ajuda-a arranjando-lhe trabalho como secretária de um homem de negócios. Só que aí Lucy vai ter de prescindir dos seus Doc Martens, passar a vestir-se com roupas Laura Ashley e desempenhar o papel da perfeita donzela para o seu deslumbrante patrão… Este romance é a história da transformação de uma mulher naquilo que pensa que os outros querem que ela seja - com resultados inesperados e hilariantes."

Sinceramente eu cheguei a pensar que este livro iria ser a verdadeira seca, mas verdade seja dita é tudo menos isso.
É super interessante, a história é fascinante, prende o leitor do início ao fim... por mim falo.
Adorei o livro e sem dúvidas que a história de Lucy, deixou-me a pensar muito.
Aprendi bastante com este livro, houve momentos em que me identifiquei perfeitamente com ele, sei lá parecia que estava a ver momentos da minha vida ali e isso fez-me pensar um pouco mais em mim, no que eu gostaria de mudar... entre outras coisas.
Só fiquei com "pena" pois esperava um bocadinho mais do fim, verdade seja dita, fiquei com curiosidade sobre como iria reagir a Victoria, mas também entendo que os escritores façam isto de proposito para que a imaginação do leitor possa criar vários fins.
Este livro deveria ser uma leitura obrigatória para todas as mulheres... esqueçam o pormenor da capa um bicadinho pindérica... a história em si é muito boa.

24 de outubro de 2017

O que será o futuro destas crianças...

Então parece que agora é moda os/as meninos/as criarem grupos privados nas redes sociais e entre eles trocarem fotografias de nus e de cena "deprimentes"... em bom Português diz-se mesmo porcas.
Caramba são crianças de 12/13 anos.
Não têm respeito por elas próprias?
Pela sua intimidade?
O que é que se passa naquelas cabeças para andarem a fazer semelhantes coisas?
É triste, deprimente e veio parar-me "as mãos" uma foto de um dos meus primos nesse estado.

E continuo a questionar-me será que os pais sabem?

Outro pai aqui à uns tempos escreveu como legenda numa foto do filho "o meu orgulho", tenho a certeza absoluta que esse pai ainda não viu as fotos e vídeos do filho a fazer ceninhas.

No meu pensamento continuo sempre com a mesma dúvida.
O que levam as crianças de hoje em dia a exporem-se desta maneira?

23 de outubro de 2017

O meu pai...

É uma pessoa muito calma, honesta, um homem maravilhoso.
Quando ando tudo bem é muito bom, ele ajuda-nos, se tiver que cozinhar cozinha, sem qualquer problema.
O único se não do homem é quando esta doente... o que é raro graças a Deus...ou quando cai e se magoa, é aqui que começa o "problema".
Aqui à uns tempos andava a pintar o portão caiu e levou com a tinta preta por ele abaixo, cabelo, cara, braços, ouvidos, óculos, tudo.
Não vou negar que quando o vi subir naquele estado me deu vontade de rir, não me ri como eu gostava de me rir à gargalhada mas disse "o carnaval já passou" ao que ele me respondeu "goza".
Lá estive eu uma hora e tal armada de acetona, diluente, algodão e panos a limpar o homem demorou mas ficou impecável.
Dessa vez aleijou-se no joelho.
Foi preciso começar a por gelo, colocar pomada, não queria tomar nada para as dores e eu é que tinha que tomar conta disso tudo.
Esta semana na terça chego a casa cansada do tratamento já passava das 22:40h e diz ele "olha traz aí o álcool que algo me picou aqui no braço deita aqui que tu é que sabes por e coça-me aqui as costas"... no braço, tem duas mãozinhas, livres mas não teve que esperar que eu viesse.
Ali estava eu ainda vestida, cansada e a realizar o pedido.
Ontem caiu outra vez... bem lhe digo para ter cuidado mas não me liga nenhuma... portanto aleijou-se novamente no mesmo joelho, sugeri logo leva-lo à urgência e ainda me disse que estava "louca".
Lá esta esfreguei a pomada e passado um bocado fui dormir.
Era 1:20h da madrugada e ouvi barulho na cozinha, era a minha mãe que foi buscar um comprimido e água para ele tomar.
Eram 03:00h da manha e oiço um barulho toca a levantar, era ele a mancar a dizer que se ia deitar no sofá e que não aguentava as dores, dei-lhe um relaxante muscular e ele optou por se deitar no sofá individual que dá para levantar ligeiramente as pernas.
Tapeio com mantas polares e disse "se quiseres descer chama que eu vou deixar a minha porta do quarto aberta para te ouvir...que fica em frente à porta da sala".
"Sim sim vai dormir" disse ele.
Vim para a cama mas mal consegui pregar olho, as tantas ouvi um barulho,  levantei-me e estava ele quase no chão da sala com o sofá prestes acair-lhe em cima, ai senhor só me apetecia mandar-lhe dois berros, respirei fundo e disse "eu não te disse que se precisasses de te levantares para me chamares que eu ajudava-te" fica a olhar para mim a abanar a cabeça e só sabe dizer "nunca pensei que o sofá fosse tombar".
Saiu dali e pergunto "e agora para onde queres ir?" e diz ele "para o sofá grande" tapo todo com as mantas polares e digo "esta tudo bem? É assim que queres ficar?" ao que ele diz "sim, sim vai dormir".
Volto para a cama eram 03:40h e começo  a ouvir ele a mandar vir e a falar como se estivesse em pleno dia.

"O que é que foi desta vez?" pergunto eu, diz ele "traz o álcool que algum mosquito me picou" lá foi ela buscar o álcool, voltou a tapa-lo e mais uma vez volta para a cama.
Passado um bocado lá esta ele a mandar vir alto, vou ao pé dele pergunto "e então o que se passa?" diz ele "ah tapa-me" olho para ele e pergunto "tá tudo?".
Volto para a minha cama eram 06:00h levantei-me e vejo que ele não esta na sala, mas consigo ouvir o ressonar, estava na cama.
Menos mal, fui dormir.

Se continuar assim vou ficar com o cabelo branco num instante.  

P.S: Este post foi escrito no sábado, mas esqueci de clicar no botão publicar... vejam só como eu ando.

19 de outubro de 2017

"Paixão em Florença" de Somerset Maugham...


"Florença. Uma mangnífica casa nas colinas serve de cenário para um sonho que, subitamente, se transformará em pesadelo...
Nesse refúgio de tranquilidade, as violentas emoções do passado são momentaneamente eclipsadas e Mary Panton pode encarar calmamente as perspectivas do seu segundo casamento com Sir Edgar Swift — que ela admira e respeita, mas não ama.
Um simples acto de compaixão, o desejo de proporcionar alguma beleza à vida atribulada e infeliz de um jovem refugiado, vai no entanto dar início a um pesadelo de violência que destruirá a ténue serenidade de Mary. Intuitivamente, ela vai confiar na ajuda e compreensão de Rowley Flint, um estranho de reputação mais que duvidosa. E compreenderá com ele que rejeitar o amor, mesmo com todos os seus múltiplos riscos, é rejeitar a própria vida.
Escrito com a simplicidade das grandes obras literárias, Paixão em Florença é um exemplo perfeito da genialidade de Somerset Maugham"



Já tinha ouvido falar de Somerset Maugham e de como era um escritor fantástico.
A verdade é que este livro fascinou-me e só foi pena ele ser tão pequenino, 127 páginas.

A história de Mary é muito boa, começa muito "ligeira" até que dá uma volta enorme.
Adorei o livro li-o todo durante uma sessão de tratamento, estava a gostar tanto que o consegui acabar no mesmo dia.
É um livro fácil de ler, a história é cativante e pelo menos a mim prendeu-me do início ao fim.
Tenho outro livro deste escritor que se chama "o véu pintado" que vai ser próximo livro a ler assim que acabar o que estou a ler neste momento que é "nada mais feminino" de Louise Bagshawe.

18 de outubro de 2017

A história do linguini...

Pois bem, tenho a dizer que já não me saia umas gargalhadas tão grandes como as de ontem à algum tempo.
Então estávamos na clinica a fazer o tratamento o enfermeiro estava a ligar um doente... aquele que eu costumo dizer que deve ter algum problema porque o homem não é assim tão velho para ser tão tapado como é.
Estávamos a falar de sopa, papas de aveia isto tudo a proposito do dia da alimentação quando o enfermeiro diz "tenho uma amiga que diz que não consegue comer o linguini inteiro tem que o partir" e começou com o "ah ah ah" dele que é fenomenal, na volta digo eu "esta mal então" e começamos uns quantos a rir.

Vai na volta o sujeito que o enfermeiro estava a ligar fica muito sério a olhar para ele e o enfermeiro pergunta "então também gosta de linguini?" e o fulano continuou a olhar e o enfermeiro continuou "sabe o que é linguini, não sabe?" e o gajo muito sério disse "claro que sei, são comprimidos que tem que se partir a meio para tomar".
Oh Deus do céu, foi mais bonito que feio... eu comecei à gargalhada os enfermeiros também, o pessoal que estava a acompanhar a conversa tudo também na gargalhada com semelhante vontade que só em me lembrar dá-me vontade de rir.
O fulano olha para nós e ao enfermeiro "é isso não é?" e diz o enfermeiro no meio da gargalhada "deve ser mais ou menos".

E nós lá continuamos todos na gargalhada.
O que me "irrita" digamos assim é a pessoa não ter humildade suficiente em assumir que não sabe, olha eu quando não sei, não sei, paciência, peço que me expliquem o que quer que seja que assim para a aproxima já sei.
Mas que valeu pela risota, lá isso valeu. 

17 de outubro de 2017

Este homem a trabalhar...

... é tão engraçado.
Acho um piadão a forma como faz as massagens.

Ora vejam lá...





16 de outubro de 2017

"Takers - assalto arriscado"...



Este filme  é fantástico, tem ação do início ao fim, como eu gosto.
Tem um elenco de luxo, eis algum pessoal que estra neste filme Paul Walker, Chris Brown, Hayden Christensen, Idris Elba, T.I, Matt Dillon, Michael Ealy, Jay Hernandez entre outros.
Não vou contar nada sobre o filme apenas que é muito bom, muito mesmo.

Tenho a certeza que se virem vão gostar, deixo em cima o trailer para vos dar "um cheirinho" do filme.
Um filme com tantos atores tão bons tinha que ser algo excelente. 



12 de outubro de 2017

"Amor e amizade" de Jane Austen...


"Quando um jovem nobre chega inesperadamente e pede a mão da descomprometida Laura, parece que o casal estará destinado a um futuro de felicidade... isto é, até a família dele tomar conhecimento do casamento e rejeitar a noiva. E assim acontecem uma série de peripécias que Laura terá de ultrapassar, utilizando, se necessário, todos os seus recursos de mulher."

Gostei de várias histórias deste livro, principalmente a das três irmas.

Ali para a parte final é que já comecei a apanhar um bocadinho de seca.
Já li outros livros da Jane Austen e preferi esses a este.
Antigamente quando estava de férias trocava cartas com duas das minhas amigas, ai que saudades desses tempos.
Quanto à tradição das cartas é uma pena que hoje em dia quase não se usem a não ser para pagar contas e mesmo assim já muitas empresas já o estão a fazer por e-mail.


11 de outubro de 2017

Os idosos também fazem cada figura...

Depois dizem que os jovens são estes e aqueles.
Se eles imaginassem a figura que fazem as vezes, estavam era caladinhos.
Quando vou ao banco de sangue é sempre o mesmo circo, insultam-se uns aos outros por causa da fila, uma vergonha.

É triste de se ver, mas é sempre assim, aliás desde que lá ando e vou mais cedo acabo sempre por assistir ao circo, aliás já vou mentalizada para a cena.

Hoje fui com a minha mãe ao centro de saúde, a verdade é que ainda ia assim com um bocado de sono mas acordei num instante.
Aquilo parecia uma batalha grita um, berra outro, uma levanta a mão a ameaçar um senhor, o senhor diz que se ela lhe toca que leva a seguir... ah ah...ah... e eu na fila a assistir com uma vontade de rir.
O segurança tenta por ordem na casa, a seguir a secretaria também o tenta fazer. 
E tudo porque?

Porque uma senhora vai sempre com a mania que não tem que fazer fila, ou seja, chega lá e passa à frente de toda a gente e dá sempre asneira como é fácil de ver... sempre que ela lá tem de ir é circo garantido.

Digo eu entre dente "valha-me cristo uma pessoa ainda vem meia a dormir e acorda num instante" e diz o senhor que estava à minha frente "é que é mesmo menina".
Como eu costumo dizer é só tolos à solta, ainda dizem que os tolos estão todos fechados...estão, estão.

9 de outubro de 2017

Das coisas que eu mais detesto...

Que os casais, quer sejam namorados ou casados se insultem em publico ou no meio da família, ou seja, simplesmente se insultem.
De vez em quando ao domingo vou a casa da minha tia solteira e as minhas tias/tios também costumam ir até lá, como eu digo vão por a cusquice em dia. A maior parte das vezes até costumam ir para lá uma ou outra vizinha isso quer dizer que não é só família, logo as pessoas tem que ter "dois dedinhos de testa" e antes de falar pensarem no que vão dizer.
Já á algum tempo que tenho vindo a apreciar que mulher do meu padrinho...minha tia com certeza... anda com um palavreado em frente de quem quer que seja deprimente, se acha que aquilo é brincadeira, pode haver quem pense exatamente como eu e não ache piada nenhuma à conversa.
A conversa dela para o meu padrinho ontem era "estas a ouvir cão vais comer isso", "não vais comer olha come merda" e nem vou dar mais exemplos porque até tenho vergonha. 
Pode estar a brincar, mas no meio de gente de fora não me parece nada bem.

Estive tão tentada a abrir a boca mas a única coisa que fiz foi abanar a cabeça e ela ficou a olhar, quanto ao meu padrinho não diz nada só põem aquele ar de riso o que sinceramente não acho nada bem.
É tão triste e tanta falta de educação as pessoas não conseguirem controlar as porcarias que deitam pela boca fora, mesmo que o queiram mostrar que até estavam a brincar.
A boa educação já não é o que era e estas merdices metem-me muita impressão, muita mesmo.

7 de outubro de 2017

"The equalizer - sem misericórdia"...



Este filme é muito bom.

Conta-nos a história de Robert Mccall ex agente da cia que se encontra reformado.
Robert resolve voltar ao ativo a fim de ajudar uma jovem prostituta que é dominada pela máfia russa.
É um filme com muita ação.


O ator principal do filme é o Denzel Washington que interpreta o Robert, verdade seja dita o homem faz um papel fenomenal. 
Adorei e para quem não o viu acreditem que vão gostar.

4 de outubro de 2017

Grande filha da mãe que encontrei hoje...

Ando em hospitais desde 1996 à 21 anos, passei e continuarei a passar pelas mãos de muitos enfermeiros/as e até aos dias de hoje não me tinha aparecido semelhante cabra na vida.
Além de não falar não se dignou a fazer uma colheita de sangue em condições, picou-me várias vezes como se tivesse a picar um animal, deixou-me toda pisada, de tanto andar a mexer com a agulha como se estivesse a navegar.
Pela primeira vez em 21 anos senti uma dor enorme a tirar sangue, nunca me tinha acontecido semelhante coisa.
Na minha mente só passava "tem calma Mary, respira fundo, não te chateies que ainda é muito cedo para isso" e continuei a repetir vezes sem conta essa frase.
Quando finalmente conseguiu o sangue ao fim de 5 picadas só disse "pode ir" com um tom rude, mal disposta e mal encarada.
Eu nem abri a minha boca, levantei-me dirige-me à menina que recebe as convocatórias e perguntei "pode só tirar-me uma dúvida por favor?" a menina disse "sim menina as que quiser" então perguntei "se futuramente eu vier tirar sangue novamente e me calhar esta enfermeira eu posso solicitar outra uma vez que tem mais duas aqui?".
A rapariga ficou a olhar para mim e disse "sim menina, pode pedir que seja outra" eu agradeci virei costas e estava ao pé da porta a vestir o casaco e ouvi a menina a dizer à enfermeira "não sei o que se passa contigo mas todos os dias existem doentes que se recusam a ser atendidos por ti numa próxima vez, alias hoje já foram duas pessoas a faze-lo vou falar com o chefe porque assim não pode ser".
Que a pariu, que vá para veterinária ou para o raio que a parte em mim nunca mais toca isso é garantido.
Chego cá fora esta uma senhora que mora na nossa freguesia com a mãe com 92 anos e eu sai e disse à minha mãe "que a pariu carniceira de merda" e diz essa vizinha "não me digas que foi a que esta no canto?" e eu disse "por acaso foi" e a senhora continuou "no outro dia deixou a minha mãe toda pisada, mas já vim cá calhou ela novamente e eu não deixei ela atender a minha mãe preferi esperar por outra e se calhar novamente ela vou pedir outra".
Afinal não sou só eu a reclamar.
Raio de mulher que juro por tudo o que mais é sagrado que me apetecia mandar-lhe dois berros e uns safanões, incompetente se não gosta ou não quer trabalhar que não vá, agora para fazer o que faz é que já é demais.