23 de maio de 2018

Quando tens noção de que fizeste merd@...

Pois claro para não me chatear mandei vir uma bateria e uma película nova.
Tinha dinheiro num cartão Fnac que me tinham oferecido no natal e resolvi investir nisso
Estava eu muito contente ontem que a encomenda chegou, coloquei tudo direito, acordei as 5 da manha e quando dou por ela o telemóvel nem sequer tinha carregado metade.
Escusado será dizer que fiquei logo com uma azia desgraçada de madrugada e já não consegui dormir mais.
Resumindo andei a gastar o dinheiro para nada.
Além de chateada comigo mesma, estou irritada.
Mas quem me manda a mim ser tão burra e tão besta, tinha comprado um telemóvel novo e acabava o stress, agora gastei dinheiro sem necessidade e fico com o telemóvel exatamente na merda@ em que estava.
Enfim.

22 de maio de 2018

Parabéns para a minha mãe...


Que apesar de existirem dias em que me dá cabo do neurónio é tudo para mim...
Que vivas muitos mais anos sempre ao meu lado.

Parabéns mamasita
sim é assim que eu a chamo ;) 

18 de maio de 2018

"A arte subtil de saber dizer que se foda" de Mark Manson...


"Uma abordagem que nos desafia os instintos e nos força a questionar tudo o que sabemos sobre a vida
Durante décadas convenceram-nos de que o pensamento positivo era a chave para uma vida rica e feliz. Mas esses dias chegaram ao fim. Que se f*da o pensamento positivo! Mark Manson acredita que a sociedade está contaminada por grandes doses de treta e de expectativas ilusórias em relação a nós próprios e ao mundo.
Recorrendo a um estilo brutalmente honesto, Manson mostra-nos que o caminho para melhorar a nossa vida requer aprender a lidar com a adversidade. Aconselha-nos a conhecer os nossos limites e a aceitá-los, pois no momento em que reconhecemos os nossos receios, falhas e incertezas, podemos começar a enfrentar as verdades dolorosas e a focar-nos no que realmente importa.
Recheado de humor e experiências de vida, A Arte Subtil De Saber Dizer Que Se F*da é o soco no estômago que as novas gerações precisam para não se perderem num mundo cada vez mais fútil."


Digamos que eu andava mesmo a precisar de ler um livro destes, a ver se o meu neurónio atina de uma vez por todas.
Ao contrário do que estava à espera gostei imenso do livro, é certo que li bem devagar de forma a poder assimilar absorver toda a informação que nele vem.
Confesso que Mark Manson, conseguiu surpreender-me, por ter tido a capacidade de me "prender" na leitura.
Além de me "prender" fez encontrar algumas respostas a várias questões que eu tinha e que nunca tinha colocado a ninguém.
Foi um excelente momento de reflexão.
Ajudou-me imenso a saber separar melhor os pensamentos e sentimentos e de uma certa maneira a entender melhor o que é mais necessário/importante na vida, é que as vezes damos valor a coisinhas sem sentido nenhum.
Neste momento até ando a praticar a arte do desapego, aquela coisa de querermos sempre mais e mais a nível material, já me deixa com o pé atrás e a pensar se preciso mesmo ou se é um mero capricho.
Gostei imenso do livro, sem dúvida nenhuma que aconselho a que o leiam.
O meu vai andar a circular na clínica pelas médicas e enfermeiras que me pediram emprestado.

17 de maio de 2018

Coisas da vida...

Nem é bom pensar neste assunto.
Tenho uma lista enorme de livros, séries e filmes para ver.
Aproveito o tempo dos meus tratamentos para tentar colocar tudo isto em dia, acontece é que as vezes sinto-me mal, enjoada, indisposta ou simplesmente já nem tenho forças para olhar se quer para o tablet e aí desisto e não faço nada... menos mal que eu sou teimosa como uma mula e a maior parte das vezes só desisto nos minutos finais.
Gosto de me mater ocupada lá... na clínica.
Não consigo imaginar-me 4 horas ali a olhar para a televisão ou simplesmente para o teto.
As vezes quando já não consigo mais fazer o que gosto e sou obrigada a parar nesses momentos só me vem tristeza, desalento e deceção à cabeça e isso não ajuda em nada.
Eu costumo pensar, "és tu que tens que vir, és tu que tens que fazer os tratamentos, é para ti isto, mais ninguém pode vir aliviar o teu fardo nem que seja só um bocadinho, por isso foca-te em qualquer coisa menos na situação em que estas metida, porque nada nem ninguém te vai tirar daqui".
Não é fácil uma vida assim principalmente com a minha idade, quando geralmente nestas idades forma-se família e essas coisas eu olho para o lado e penso "ai sou mesmo esquisita eu só quero estar sozinha, ter paz, sossego, calma e levar estes tratamentos até ao fim dos meus dias da melhor maneira possível" se é estranho este pensamento? Pode ser, mas é assim que eu penso e sou.

16 de maio de 2018

Ufff cada coisa...

Estou a precisar de um telemóvel novo.
Procuro, procuro e pouco percebo deste mundo excessivo de tecnologia no que diz respeito a telemóveis.
O S9 era lindo, impecável, mas esta completamente fora de questão devido ao valor elevado que ele custa.
Vai nas voltas aconselharam-me o Huawei P20 lite, não que seja propriamente barato, mas dizem os entendidos que a relação qualidade preço é excelente.
O problema agora é o seguinte.
O meu pai entorta o nariz, como se fosse ele que o fosse pagar e vem sempre com a teoria de que "existem telemóveis mais baratos", sim tem razão, mas como é que se explica a uma pessoa de 67 anos que não percebe puto de telemóveis que não vou, como é que eu explico mudar de cavalo para burro... acho que me conseguem entender.
Pois não explico, porque ele não entende, nem quer entende.
E eu também não entendo o porque de estar preocupada com a opinião dele para o que quer que seja uma vez que ele nem um cêntimo vai dar para a coisa.
Ai esta minha mania e estupidez de ter que ter a aprovação dos meus pais para tudo mesmo aos 33 anos é deprimente e cada vez mais insuportável. 

15 de maio de 2018

A vida é mesmo assim...

É uma sensação estranha quando de repente morrem vizinhos assim sem mais nem menos.
Primeiro o J. com 16 anos saiu de casa a correr e foi atropelado.
Depois o Sr. F  de 64 anos que tinha feito um arranhão na perna, não ligou nenhuma e assim de um dia para o outro morreu.
É estranho, é esquisito, dá uma sensação que nem sequer consigo explicar.
Aquelas pessoas que tu conheces, desaparecerem assim de repente sem mais nem menos.
Bem sei que essa é a lei da vida, mas ultimamente e vendo estes caso dá-me para pensar muito, pensar em como a vida pode acabar assim em segundos.
Eu sei que a morte é algo inevitável e natural, mas as vezes este assunto fica tempo demais nos meus neurónios e dá muitas voltas e deixa-me triste, tão triste.

12 de maio de 2018

Dia mundial do enfermeiro...


Hoje comemora-se o da mundial do enfermeiro.
Mais um ano que passa e mais um ano em que eu tenho o prazer de homenagear aqueles que cuidam tão bem de mim.
Aqueles que lutam pela dignidade da sua carreira.
Aquele que estão ali a assistir-me nos tratamentos, internamentos e em todos os momentos.
Aqueles que muitas vezes não são reconhecidos pelo papel que desempenham.
Aqueles que em muitos casos são vitimas da fúria e da falta de educação de muitos pacientes.
Aqueles que eu adoro.
Aqueles que fazem de tudo para me ajudar a ter um dia a dia melhor.
Aqueles que além de enfermeiros se tornam verdadeiros amigos.
Aqueles que já fazem parte do meu dia-a-dia que muitas vezes são bem mais do que alguns familiares.
A todos os meus enfermeiros/as que estão sempre presentes, aos que vejo de vez em quando, a todos o meu muito obrigado pelo vosso profissionalismo, amizade e carinho.
Hoje é o vosso dia, mas eu penso em vocês todos os dias, pela forma como me tratam e com a dignidade que desempenham a vossa profissão, mesmo muitas vezes não tendo as condições necessárias.
Obrigado a todos os enfermeiros/as da Caledia, do hospital de Gaia, serviço de Nefrologia, Urologia, Cirurgia Vascular e Imunohemoterapia, obrigado a todos do fundo do coração. 

11 de maio de 2018

Coisas de quem gosta de ler...

A maior parte dos livros que leio traz a cara do escritor em alguma parte do livro.
Acontece também muitas vezes eu já conhecer o escritor e o seu rosto.
O que aconteceu desta vez foi uma situação diferente.
Como podem ver ali no cantinho dos livro do momento ando a ler o livro "A arte subtil de saber dizer que se foda" que me foi oferecido por um casal amigo no meu aniversário.
Comecei a ler e tudo bem, as tantas lembrei-me de ver no livro o rosto do escritor, depois de procurar descobri que ele não vem no livro.
Lá fui eu para o Google procurar o famoso Mark Manson.
Aqui entre nós, estava à espera de encontrar alguém assim com um ar um bocadinho mais "arruaceiro" confesso e afinal de contas saiu-me alguém com um ar fofinho.
Achei engraçado, porque as tantas no livro, numa fase em que ele conta a vida dele tive curiosidade em associar um rosto aquela história.
Até aos dias de hoje nunca me tinha acontecido isso e a verdade é que achei um facto curioso.

9 de maio de 2018

"Inés da minha alma" de Isabel Allende...


"Inés Suarez é uma jovem e humilde costureira, oriunda da Extremadura, que embarca em direção ao Novo Mundo para procurar o marido, extraviado pelos seus sonhos de glória no outro lado do Atlântico. Anseia também por uma vida de aventuras, vedada às mulheres na sociedade do século XVI.

Na América, Inés não encontra o marido, mas sim uma grande paixão: Pedro de Valdivia, mestre de campo de Francisco Pizarro, ao lado de quem Inés enfrenta as incertezas da conquista e fundação do reino do Chile.
Neste romance épico, a força do amor prevalece sobre a rudeza, a violência e a crueldade de um momento histórico inesquecível. Pela mão de Isabel Allende, confirma-se que a realidade pode ser mais surpreendente que a ficção, e igualmente cativante."


Engana-se quem pensa que este livro tem alguma coisa a ver com a história de Inês de Castro e D.Pedro.
Coincidência, ou não, as personagens principais são uma Inés Suárez e um Pedro de Valdivia.
Mas esta história leva-nos a conhecer a conquista do Chile pelos Espanhóis.
Gostei imenso do livro, tem momentos de tudo, sentimentalismo, ousadia, garra, luta, sonhos, enfim.
Pelo menos a mim deixa-me a pensar na coragem e na ousadia que algumas pessoas têm quando tentam conquistar os seus sonhos, independentemente do que tenham de passar para ultrapassar as dificuldades que vão aparecendo.
Fiquei a conhecer várias raças de índios que eu sinceramente não fazia ideia que existiam.
Enfim gostei muito da história.
Mais uma vez Isabel Allende conseguiu surpreender-me e prender-me à história do início ao fim.

8 de maio de 2018

Sábado foi assim...

Então no sábado à noite tive um jantar, assim daqueles meio para o "pindérico" em que se tem que ir bem vestidinha, afinal iam estar várias entidades da câmara de Gaia.
Eu vou todos os anos, mas este ano a festa era em grande porque era a comemoração dos 50 anos e tinha mais ou menos 450 pessoas, como podem entender foi à grande.
No meio disto tudo vivi duas situações engraçadas.
Pois e costumo ir de tacão quando vou a estes jantares, pois claro com o vestidinho fica sempre bem, acontece que  tive que ir fazer o meu tratamento de manha, ou seja, além cansada, não aguentava as dores nos pés, se houve dia em que me doíam os pés a sério foi mesmo no sábado.
Então para não dar asneira acabei por levar umas sabrinas que tenho de festa que são exatamente da cor do casaco que levava.
E eis que vem agora as situações engraçadas.
O serviço de comida é self-service.
Estava eu na fila a aguardar a minha vez e as tantas o filho aqui de uma vizinha olha para mim de cima a baixo e de baixo a cima e diz "oh M. não gostas de tacão? Ou não usas? Ia jurar que já te tinha visto de tacão".
Pensei cá para mim "olha-me este marmanjo" e respondi "gosto sim e uso, mas hoje não consegui mesmo" ao que ele responde "hmmm e porque?" coscuvilheiro pensei eu "não consegui, porque fui ao tratamento de manha, estou cansada e com dores de pés, estão aceites as justificações?" ele começou a rir-se e disse "sim, sim".
Mais à frente fui dar uma vista de olhos na mesa das sobremesas e estava lá o presidente da câmara de Gaia e o vice-presidente.
O presidente estava com o seu pratinho cheio de fruta ao pé dele estava um bolo partido aos bocados assim com um ar divinal.
Resolvi comer um bocadinho, peguei no prato tirei e diz o presidente para mim "tem bom aspeto não tem? Será que é bom?"... aquilo era bolo de chocolate, uma espécie de pudim ou mousse e depois levava uma camada de caramelo mas com um toque salgado.
Ora digo eu "espere lá que eu provo e já lhe digo se é bom".
Como já tinha um quadradinho no meu prato, tirei uma garfada meti na boca e involuntariamente saiu-me um "hmmmm é muito bom" diz o presidente para o vice "oh P. olha afinal não vou levar só fruta olha só o ar de prazer aqui da menina a provar o bolo, oh menina já agora coloque aqui um bocadinho".
Estupor do bolo estava mesmo bom, foi o único que comi, não quis mais nada, mas uma coisa é certa como ando a cortar nos açúcares quando comi aquele míni quadradinho a minha glicemia deve ter subido de tal maneira que me deu logo os calores, mas que era bom lá isso era, até o meu irmão disse "é mesmo bom".
E pronto foi um sábado diferente e divertido.

7 de maio de 2018

Minha alma sente-se insultada quando...

Um site onde eu costumo comprar livros me resolve enviar um e-mail a anunciar o livro do Tony Carreira.
Quando abri o e-mail pensei "na era só o que me faltava".
Ainda mais a quase 15€... é que nem de graça quanto mais a pagar.
Eu bem sei que o homem tem muitas fãs e muito mulherio atrás dele, mas daí a fazerem livros sobre ele, alto lá um bocadinho.
Achava muito bem que enviassem esse tipo de e-mails para os clientes que têm por hábito comprar esse tipo de livros, agora se fossem ver o histórico das minhas compras iriam compreender que não tem nada a ver comigo.
E sim eu sei que é tudo muito eletrónico, nada é personalizável e que eles têm mais do que fazer em saber o que é que eu gosto ou deixo de gostar, mas pronto apeteceu-me escrever sobre isto.
Assim sendo esta feito o desabafo... tenho dito.

6 de maio de 2018

5 de maio de 2018

A minha mãe é pior do que a tua #5...

Então as vezes a minha mãe vai comigo à farmácia e não quer sair do carro, na sexta-feira eu queria que ela ficasse no carro porque queria comprar a prenda do dia da mãe diz ela toda lampeira "também vou" e digo eu "ah não deixa-te estar que é rápido, não vale a pena vires ora eu já venho".
E lá fui eu buscar os remédios e comprar o creme de rosto...  caro como tudo mas à frente... deito as mãos ao bolso e digo "oh diabo deixei as chaves no carro não vou conseguir colocar na mala, logo ela vai ver" a doutora da farmácia começou a rir-se.
E pronto lá vim disfarçadamente a colocar a saca atrás do meu banco mas e que ela bem olhou e fez de conta que não viu, mas as tantas pega na saca dos remédios e coloca dentro da saca que esta atrás do banco e eu pensei cá para mim "que postal nem disfarça nem nada".
Ainda dizem que a minha vida é fácil, que fácil que que. 

4 de maio de 2018

Eu devo de ser bipolar...

Sim, só pode.
Não encontro outra justificação para o que acontece comigo.
Ora estou bem disposta, ora algo mexe comigo fico pior do que estragada.
Detesto os dias em que isso acontece.
É difícil de explicar, mas chego mesmo ao cumulo de ficar com uma raiva de mim mesma por me sentir assim.
Caramba como é que eu ainda deixo que pessoas e/ou situações consigam descontrolar o meu pensamento e humor.
Devia de ser impossível isso e quando eu penso que já superei essas fases, existe sempre algo ou alguém que vem provocar este destabilizar na minha pessoa.
Estou chateada.
Sinto-me irritada comigo mesma.
Assim aparentemente do nada e numa questão de horas, o que é bem pior. 
Ahhh respira fundo Mary, bem fundo. 

2 de maio de 2018

Falemos então do meu aniversário...

Bem foi um bom dia, apesar de acordar bastante cansada, pois tinha ido ao tratamento à noite.
No sábado já tinha deixado tudo organizado, mesas postas, tudo quase pronto, no domingo foi só a parte mais complicada, cozinhar, mas correu tudo bem eramos 17 pessoas ao almoço e ao jantar.
Tive algumas prendinhas, umas originais e giras e uma que é melhor nem tocar no assunto, vamos passar à frente.
Tive a minha amiga J. e o namorado comigo o dia todo... gosto tanto deles... e ao fim de almoço fomos só caminhar um bocadinho para fazer a digestão.
De resto teve cá a família e foi uma festa gira.
O bolo como já mostrei além de lindo estava delicioso.
Ontem foi dia de levar bolo para o tratamento e embora fosse completamente diferente do de casa estava uma delicia super fofinho e muito gostoso, todos gostaram incluindo enfermeiros e auxiliares. 
E pronto assim cheguei aos 33.
E para quem não sabe em tempos uma das minhas médicas disse que se eu um dia chegasse aos 33 anos seria um milagre... mal ela imagina o que eu passei depois de deixar de ser doente dela, os problemas de saúde que ainda tive que ultrapassar... mas o que interessa é que estou aqui.
Os 33 eram uma meta pessoal, sempre que estava mais mal no hospital só pensava "oh meu Deus deixa-me lá chegar aos 33 por favor" e cheguei, a partir daqui que seja o que ele quiser... como sempre foi.
Escusado será dizer que ninguém me dá a idade que tenho ainda hoje uma vizinha ficou de boca aberta quando uma pessoa amiga me perguntou como era ter 33 anos, ficou a vizinha de boca aberta e a fila toda que estava no centro de saúde e só se ouvia "ah não ela deve ter 20/21, 33 anos não tem isso não", bem pelo menos algo de bom.
E pronto foi um dia muito bom. 

1 de maio de 2018

Adeus Abril...



Pois é Abril, já chegaste ao fim.
Apesar de uma má notícia e de umas dores esquisitas, até foste um bom mês.
Acabamos em grande com o meu aniversário que apesar de me ter dado muito trabalho, foi muito bom.
Agora vem aí Maio, mais uma rodada de aniversários, primeiro o meu irmão e depois a minha mãe, ah e também o dia da mãe que já esta quase aí à porta.
Só desejo que sejas calminho e que me dês forças para os tratamentos e para a operação... se ele me chamar este mês, a verdade é que não tenho pressa nenhuma para essas coisas.
Dá-me sorrisos, paz e pequenos bons momentos.
Anda daí Maio, vamos ver no que vai dar.

30 de abril de 2018

Ontem foram 33...


Apreciem o meu bolo, estava lindo e delicioso... massa de frutos vermelhos oh meu Deus estava mesmo bom além de belo, estava difiícil eu ter um bolo com mochinhos... ai que panca pensam vocês, mas eu adoro, que fazer.
Depois eu faço um post a falar melhor sobre o dia de ontem, que agora vou para o tratamento.

28 de abril de 2018

"The Resident" o meu novo vício....


The Resident

The Resident é uma série médica americana, criada por Amy Holden Jones, Hayley Schore e Roshan Sethi.
Além de muita adrenalina e casos interessantes, tem um elenco fenomenal: Matt Czuchry, Emily VanCamp, Manish Dayal, Melina Kanakaredes, Bruce Greenwood, Merrin Dungey, Shaunette Renée Wilson, Moran Atias (...)
Já vou no 4º episódio e estou a adorar.


26 de abril de 2018

A minha mãe é pior do que a tua #4...

Ontem como estava bom tempo de tarde decidi ir caminhar um pouco.
Fomos ver um moinho que andam a reconstruir aqui perto num monte.
Depois continuamos caminho, a minha mãe queria ir a casa da irmã, eu disse que já não aguentava mais e que vinha era para trás.
Ela foi à frente e fomos lá por uns atalhos no meio do monte que ela conhece.
As tanta começa a ouvir-se um barulho tipo de arrastar no meio do mato e só oiço a minha mãe a falar num sussurro "oh meu deus Mary uma cobra enorme assim grossa ai Jesus" e nisto desata a correr... ah ah ah só visto, deu-me uma vontade de rir a mim e ao meu pai.
É certo que ouvi o barulho sim e pensei que andava ali alguma coisa, mas não vi, mas ela deve ter visto que ela anda meia manca de uma perna mas o medo deve ter sido tanto que até começou a correr e fiquei eu e o meu pai à gargalhada.
Caminhamos e eu já estava a mandar vir e o meu pai só dizia "as tantas não tem saida vamos ter que voltar outra vez para trás" e eu só dizia "isto tudo ah não eu não aguento mais".
Bem quase a chegar ao fim do caminhos deparamo-nos com um bocado de caminho todo em lama.
Deus me livre comecei logo a mandar vir a dizer "mas quem nos manda a nós vir atrás dela".
Escusado será dizer que ficamos com as sapatilhas e as calças cheias de lama, uma verdadeira obra de arte.
Mas pronto valeu o mais não seja pelo cagaço que a minha mãe apanhou.
Ah ah ah cada vez que me lembro até me dá vontade de rir, que postal.

25 de abril de 2018

Como explicar a insuficiência renal...

Encontrei este texto na internet e tenho que dizer que fiquei profundamente comovida com a maneira como explica esta doença.
Quem dera que no meu tempo tivesse existido uma alma com a capacidade de me explicar um terço que fosse do que este texto transmite.
Excelente, é a palavra correta para definir este texto. 



"A Insuficiência Renal Crónica...

Os rins, que se transformam em funcionários de limpeza a tempo inteiro, deixam-nos asseados. Fazem de peneira para as impurezas do sangue e para a água e alimentos que ingerimos, produzindo a urina. E é por isso que às vezes estamos apertadinhos.
Também têm outras profissões: também são jeitosos na engenharia, produzindo hormonas importantes para o desenvolvimento. Por exemplo, a renina e a angiotensina, duas meninas sinaleiras que vigiam o trânsito arterial. Com elas, só há tensão da boa. Segue-se a eritropoietina, a menina-carteira que envia cartas à medula óssea (nome complicado para a fábrica de células-mãe) para aumentar os glóbulos vermelhos (pipocas vermelhas saltitantes que fazem de autocarro para o oxigénio) que nos dão aquele aspecto de “bochechas-cor-de-beringela” e não o das “bochechas-dá-cá-a-ardósia-que-pareço-giz”.
Gostam também de fazer de balança. Ora equilibra aqui o cálcio, ora ali o fósforo, empurra prà`li o potássio, ora puxa pra cá o sódio. Ufa! Ah, e ainda não se esquece da vitamina D, essa menina cheia de força que se agarra ao cálcio e nunca mais o larga até deixar os ossos rijos.
Depois de lhes conhecermos tantas habilidades, é melhor sabermos onde moram, não vá o equilíbrio nos faltar e termos de lhes bater à porta.
Rua fundo das costas, lado esquerdo/direito, número dois.
E o que é isto de ter uma doença crónica?
Quer dizer, irreversível. Não liga as luzes de marcha-atrás. Pode ter direito a penso rápido apenas, mas nunca cicatriza. É um dói-dói graaaandeee . E no tempo, também. É diferente da irmã reversível, de nome aguda, que vem, magoa, mas vai. Os feijões mágicos deixam de ser suficientes na sua profissão e precisam de ajudantes permanentes que moram do lado de fora.
E há várias razões para dói-dói acontecer, tais como as malformações ou obstruções das vias urinárias (o senhor arquitecto adormeceu quando fazia o desenho das estradas do fundo das costas), as nefrites (dói-dóis inflamatórios teimosos que abraçam rins e não os soltam), quistos renais (balões meios cheios, meios vazios), rins malformados (outra vez o arquitecto!) e as doenças renais hereditárias (herdadas da família, com amor).
A Insuficiência Renal Crónica gosta do silêncio.
A Senhora Insuficiência Renal Crónica gosta de andar pé-ante-pé. E de pantufas. Chega, decora os feijões a seu gosto e não vai embora. Vai fazendo cócegas aqui e acolá mas às vezes torna-se difícil de a entender.
Gosta de mexer nas dobradiças no nosso corpo e de nos deixar virados do avesso com tantas comichões.
Mas os papás desconfiam…
Às vezes, os papás desconfiam das réguas de crescimento e das balanças. O menino tem o seu ritmo, ora pois.
“deixaram de construir réguas como antigamente e as balanças andam sempre mal amanhadas.”
Outros desconfiam da agricultura pouco biológica. Há alimentos que, quando chegam ao estômago, têm de fazer estragos, pois claro. E a barriga tem de os deitar cá para fora.
“demasiados químicos nos alimentos”, pensam os papás.
”que vontade de vomitar”, diz o rebento. E vomita.
Há os que desconfiam das fraldas. Caramba, absorção para que te quero!
“como é que o meu filho tem insuficiência renal se faz xixi do tamanho das cataratas do Niágara?”
E depois há os que escrevem cartas a solicitar desconto no fornecedor da água lá em casa porque não há sede que aguente tanto “abrir-fechar-abrir-abrir-abrir…” da torneira da cozinha.
“filho, a tua prenda de aniversário vai ser uma mangueira com água-para-que-te-quero!”
Mas todos (repetimos, todos!) levantam o ânimo lá do fundo da eterna certeza dos papás:
“o-meu-filho-não-pode-estar-doente-porque-eu-não-quero!”.
E depois há os senhores de bata branca que levantam o sobrolho quando correm os olhos em papéis bem diferentes dos da escola.
Parecem mais sérios. E há toda uma nova matemática: números que confirmam as “bochechas-dá-cá-a-ardósia-que-pareço-giz”, números que somam isto e aquilo e que nos dão muita tensão na hora de fazer contas à menina tensão, contas de somar e subtrair em desenhos engraçados que aparecem em televisões estranhas (cinti-qualquer-coisa e eco-coisa-nenhuma)
Números. A senhora Insufiência Renal é apaixonada por números.
E depois fazem uns rabiscos onde dizem o nível da senhora. Há vários níveis (de 1 a 5, como nos jogos da consola) e em cada um há vilões malandros a combater.
E o dói-dói como se trata?
Como a senhora Insuficiência Renal veio para ficar, apenas podemos fazer com que não aborreça muito. E por isso, enviamos para dentro rebuçados que só há em mercearias cheias de poderes especiais. Se vai ficar, que fique feliz.
Pode acontecer a senhora ficar aborrecida e ter a ideia de fazer obras nos feijões. Pode acontecer termos de lhe dar mais do que rebuçados. Temos de lhe oferecer coisas diferentes como uma tarte de diálise peritoneal (a mais habitual nas crianças) ou um bolo de hemodiálise.
O transplante renal é a loja inteira de doces.
Dói ao tratar o dói-dói?
Um bocadinho. Um bocadinho…"

24 de abril de 2018

Oh diabo...

Quando começo a ouvir músicas tipo Bruno e Marrone.
Por favor, pelas almas, façam algo, internem-me qualquer coisa.
Isto não é nada bom sinal.
Começo a ficar com o coração "mole", metida para a depressividade.
Acontece...
São fases...
Esta mau...
Deve de ser a despedida dos 32, só pode.

23 de abril de 2018

Dia mundial do livro...


Bem podia ter cedido hoje aos megas descontos e promoções de não sei quantos e-mails que recebi hoje com ofertas do dia mundial do livro.
Bem podia pois tenho uma lista de 9 livros que quero ler... se bem que nenhum dos que eu tenho nessa lista estão em promoção, mas pronto... e se do núcleo de pessoas que me costumam emprestar livros eles não vierem, vou ter que os comprar.
E porque é que não comprei nenhum hoje?
Porque ainda tenho estes todos para ler que vocês vêm na imagem em cima.
Por isso mesmo decidi não gastar dinheiro enquanto tenho livros para ler.
É a vida prioridades.
Os livros são o meu vicio e ainda bem que tenho bastantes para me entreter, se não tinha mesmo que comprar. 

22 de abril de 2018

Sobre esta semana...

Esta semana foi intensa, cansativa.
Tive várias consultas e exames e acabei por receber uma notícia desagradável, vou ter que ser operada novamente.
Não estava a contar e isso mexeu bastante comigo.
Estou tão cansada desta porcaria.
Já andava a dormir mal, por causa de dores musculares mas desde quarta tem sido cada vez pior.
Na sexta-feira fui a um funeral, coisa que evito ao máximo.
Morreu o irmão do meu tio, o que esta casado com a irmã do meu pai.
Como não moramos perto rareamento nos vemos.
E esse meu tio veio sozinho ao funeral, tem a mulher e três filhos e mais ninguém veio a não ser ele.
Acabamos por ir por uma questão de respeito.
O pior foi quando cheguei ao pé dele no cemitério, ele agarrou-se a mim a chorar entre soluços como uma criança, com uma dor e uma magoa que eu jamais imaginei que pudesse sentir.
Escusado será dizer que aquilo mexeu comigo e comecei a chorar, aquela dor, aquele abraço, aqueles soluços, tudo aquilo foi demais para mim.
É nestas situações quando eu não consigo controlar a minha vontade de chorar que me sinto mais fraca psicologicamente.
Depois à noite quando me deite foi igual voltei a chorar e cheguei à conclusão que todas aquelas lágrimas além do que tinha vivido de tarde eram de desespero e impotência por ter que ser novamente operada.
Fiz uma figuraça em frente ao médico, demonstrei ser forte e que isso não me abalava minimamente, mas tudo mentira, só Deus sabe o que passei, e na sexta-feira depois de tudo acho que mesmo momentaneamente o meu mundo desabou.
Hoje estou bem melhor, mentalizada do que tem de ser é certo, mas também não quero que a minha ultima semana com 32 anos seja de dor ou de sofrimento, quero ficar com boas recordações dos últimos dias dos 32, que foram enorme.
Bem agora vou caminhar um pouco para aproveitar o bom tempo, estou a precisar de espairecer. 

19 de abril de 2018

Frase do dia...

"... não viveríamos, como gostam de dizer os Chineses, a dupla felicidade, porque essa, sabíamos, era não só efémera como ilusória: Mas era a dupla paz..."

Cáceres Monteiro "Hotel Babilónia"


Li esta frase no dia 03/04/2018 pelas 18:22h, estava eu no meu tratamento e marcou-me de tal maneira esta frase que a escrevi no separador de livro que estava a usar, datei e coloquei a hora, para poder confirmar o quanto  esta frase "me fez bem".

17 de abril de 2018

E só queria isto...



Sem hospitais.
Sem consultas.

Sem exames.
Sem tratamentos.
Sem dores.
Sem ressacas.
Sem cansaço.
Eu sei que é pedir muito.
Mas sinceramente é o que eu estou a precisar.
A semana esta a começar e eu já mal me seguro de pé.
Sinto-me tão cansada e cheia de dores que as vezes tenho a sensação de que não vou aguentar muito mais.

16 de abril de 2018

"Hotel Babilónia" de Cáceres Monteiro...


"Hotel Babilónia é o resultado de uma reflexão madura de Carlos Cáceres Monteiro e um percurso fragmentário da História contemporânea, no qual constam a crueza da estrada para várias guerras, o caminho do terror, o sonho e o pesadelo americanos, o colapso do comunismo, as mudanças aceleradas e surpreendentes da Ásia, os ícones e mitos da América Latina ou as últimas marcas do Império Português – desde Goa, a Timor, Macau, Angola, Moçambique ou Guiné.É este mundo multifacetado – e as suas várias hipocrisias – que nos descreve o autor neste livro-testemunho que faz a história de um tempo perturbado e perturbante.É reportagem em estado puro, desafiando o leitor a «ver» o antes e o depois, ou a saber como há conflitos e lugares que mudam rapidamente ou se eternizam, quase estáticos, como se o tempo não existisse."

Bem este sim foi um livro enorme, em todos os sentidos, de se ler.
Tem muita informação que acho que nem cheguei a ouvir/ver na televisão.
Gostei imenso deste trabalho do Cáceres Monteiro.
Este homem tem uma "bagagem" que mais parece uma caixinha de surpresas.
Gostei imenso das fotografias que acompanham o livro.
Bem fiquei a conhecer a realidade do que se passa em outros países.
Pode tornar-se um bocadinho chato uma vez que não é uma história, é mesmo a realidade do que aconteceu e para quem estiver à espera de um livro com uma história com um final conclusivo, engana-se redondamente.
Se bem que eu gostei do final, tem muitas interrogações que eu mesma como leitora as teria colocado.

13 de abril de 2018

Dos machões que andam por aí a conduzir...

Sim anda por aí muitos armados em machões.
Eu gosto é desses.
Ainda hoje o desgraçado ia na rotunda, a p... da rotunda enorme ele a entrar e eu na 3 saída... portanto são 4 saídas... a entrar e ele nem a meio ia e começou a buzinar a mandar vir aos berros.
Eu calmamente ia com o vidro aberto meti a mão de fora fiz o sinal de passar por cima e segui.
O gajo deve ter-se esperneado todo, com os braços no ar.
Eu continuo a mira-lo pelo retrovisor e ele com tanto circo quase que embateu na saída que queria sair.
Eh pá que necessidade tem estes gajos de se armarem em bestas quando estão a entrar na rotunda eu estou na terceira saída a entrar e o c... do gajo já esta a buzinar quando ainda esta tão longe.
O que é que ele queria, que eu parasse e ficasse a apreciar sua excelência a desfilar o carro?
É que passei eu e o carro que estava atrás de mim.
Depois fiquei a pensar será que era alguma besta que eu até conheço?
Depois voltei a pensar cá para mim, seja quem seja, que o pariu que vá tocar e mandar vir ao raio que o parta.
E depois ainda pensei outra coisa, será que era só para mim ou também incluiu o carro que vinha atrás de mim?
Hmmm não sei.
E nem quero saber.
Já passou, isto foi um momento de desabafo psicológico... ele à cada coisa. 

12 de abril de 2018

"Coco"...



Já há algum tempo que não via um filme de animação.
Estes dias uma enfermeira falou-me deste filme, mas disse-me "põem os lenços de papel porque é de chorar".
Sejamos sinceros se era para chorar eu não quero.
Pelo sim pelo não resolvi ver o filme e não chorei, ou seja, cheguei a conclusão de que devo ser muito insensível, toda a gente disse que chora com o filme mas eu não chorei, bem existiu ali na fase final em que o Miguelito canta para a avo Coco que quase, quase, quase que chorei, mas fiquei pelo quase.
O filme é muito divertido e engraçado.
Gostei muito.
A verdade é que os filmes de animação cada vez são melhores e eu vou continuar a ver mesmo que insistam em dizer que eu estou a ficar velha para ver estes filmes.
Eu gosto, por isso nada feito. 

10 de abril de 2018

Tem dias que a minha vida dava uma comédia...

E ontem foi um desses dias.
Estava com uma hemorragia nasal daquelas de caixão à cova.
Mas consegui não ir ao hospital... chamem-lhe alergia ao hospital, teimosia, chamem-lhe o que quiserem.
Ora então fui fazer o tratamento e eis que nos lembramos do gelo, que geralmente ajuda nestas situações.
Uma luva, gelo, uma compressa e eu ali a passar na narina direita que era a que estava com a hemorragia.
Resultado nenhum.
Entretanto o enfermeiro lembrou-se das plaquinhas de Spon, cortou uma tira, colocou na narina, uma compressa em baixo e um pouco de fita daquela de papel para segurar.
Estive assim um tempo, tudo bem, tirei e já não sangrava.
Sim porque fui dormir sobre a ameaça de que se de manha estivesse a deitar tinha que ir à urgência.
Pois ao meio da noite limpei o nariz e tal e pronto não mexi mais.
De manha quando acordo e olho ao espelho, primeiro pensei que estava a ver mal, depois constatei que tenho o nariz do lado direito e um pouco em baixo do olho tudo muito vermelho.
Observei um tempo, a pensar o que seria aquilo até que me vem aos neurónios o gelo.
Oh diabo isto é queimado do gelo, queimado Mary.
Ouvi missa do meu pai, como se tivesse 10 anos e como se tivesse colocado o gelo directo.
Olha esta mais bonito que feio, nem sei se devo de rir ou chorar.
Estou que é um fenómeno a chover e eu com cara de quem apanhou um escaldão.
O que vale é que tenho que levar as coisas na desportiva como se diz se não estou desgraçada.

9 de abril de 2018

Do que eu me livrei...

Aqui à um tempo em conversa comentei que não conhecia a Serra da Estrela e que até gostava de lá ir, em especial se estivesse a nevar.
Vai na volta uma das minhas tias ouviu eu a dizer isso e ontem foram numa excursão.
No início da semana passada telefonou à minha mãe, atenção não foi a mim, foi à minha mãe a perguntar se eu queria ir, que também ia o meu padrinho e tal.
Evidentemente que disse que não.
Ora eu queria ir mas não era com eles muito menos com o meu primo e aquela encrenca da mulher.
Eu queria/quero ir com amigos, ou os meus pais e irmão, sobrinho e cunhada, agora ir com gente que mais parece que nunca saíram de casa e agem assim de uma maneira esquisita isso não, esta completamente fora de questão. 
Agora ir com aquela gente toda que foi? Oh Deus é que nem pensar.
Poupem a minha cabeça, alma e paciência as cenas e ceninhas que eu já não tenho estofo para isso.
E pelas fotos que publicaram no face as cenas foram bem deprimentes.
Do que eu me safei.

8 de abril de 2018

"Um crime no expresso do Oriente"...



Domingo à tarde e com este tempo nem sequer coloco em questão sair de casa.
Resolvi ver um filme.
Assim de repente veio à memoria a publicidade que vi várias vezes do filme "um crime no expresso do Oriente" que saiu o ano passado.
Pois bem, foi esse o selecionado.
Portanto no famoso e luxuoso expresso do Oriente ocorre um assassinato.
Por acaso o famoso detetive Hercule Poirot vai no expresso e resolve arregaçar as mangas para resolver o mistério.
Só vos posso dizer, é um filme fantástico, com um elenco de luxo: Kenneth Branagh, Johnny Depp, Daisy Ridley, Michelle Pfeiffer, Judi Dench, Penélope Cruz, entre muitos outros.
Pode dizer-se que foram escolhidos a dedo, um filme com tantos atores bons só podia ter dado num excelente filme, com mistério do início ao fim.
Adorei, se soubesse já o tinha visto mais cedo.
Excelente.

7 de abril de 2018

Esta coisas das regras não serem iguais para todos...

Deixa-me logo indisposta.
Detesto.
Tão simples quanto isto.
Chego mesmo a ficar "cega", nem sei o que me apetece fazer quando as pessoas só sabem usar o "eu, eu, eu e eu".
E isto aplica-se em tudo na vida.
Quando comecei os tratamentos na clínica que ando disseram-me que segundo as regras, se algum dos nossos companheiros fosse transplantado, morresse ou mudasse de clínica que iríamos avançar, mudando assim de lugar.
Pois bem ando lá há 8 anos e sempre que me mandaram mudar de lugar eu mudei, eu e os meus colegas.
Houve um senhor do nosso turno que foi transplantado, logo a "rodada" a que ele pertencia avança uma cadeira, pois o fulano que vem comigo na ambulância, cismou que não ia mudar, simplesmente porque alguém lhe foi perguntar se ele queria mudar.
Primeiro segundo as regras não existem quereres nem meios quereres.
Segundo as regras devem de ser iguais para todos.
Terceiro regra geral já espero por ele 1:30h/1:50h se ele avançasse o respetivo lugar ia sair bem mais cedo, logo não teria que estar  tanto tempo à espera dele.
Já são muitos anos, dia atrás de dia à espera e chega a oportunidade de sair mais cedo e sua excelência não quer.
E eu s quem lá esta sabemos bem o porque de ele não querer trocar de lugar, porque onde esta controla a sala toda e quer ser o último a sair da sala que é para estar a par de tudo o que lá acontece.
Agora consideração e respeito pelos outros ele não tem.
Mas sem stress que eu já disse o que tinha a dizer na clínica, se uns têm regras os outros também tem que ter.
"Ele não quer mudar", não se trata de querer, devia de mudar como os outros e assunto resolvido, não é cá estar com quereres nem meios quereres.
Depois dizem, "ah ficou chateada"... pois fiquei, porque raio as regras não são iguais para todos? E a esta pergunta fico sempre sem resposta.
Mas o que vale é que não sou só eu com esta reclamação, somos uns quantos.

5 de abril de 2018

Sobre a minha Páscoa...

Como já tinha dito este ano a Páscoa não foi cá em casa.
O meu tio resolveu fazer o almoço/jantar em casa da minha tia solteira... muito espertinho, assim fica com o apartamento dele limpinho, fez ele muito bem.
Pois o menu este ano, foi digamos que diferente, filetes de pescada com salada russa, picanha, feijão preto, arroz branco e leitão... um menu nada a ver com a Páscoa dizem as más línguas.
Como se não bastasse o meu irmão só me dizia "Páscoa sem cabrito, é como S. João sem sardinhas, não tem jeito nenhum".
E assim foi.
O jantar, bem esse foi os restos do almoço... estão muito poupadinhos, quando vinham cá almoçar/jantar nunca queriam comida aquecida à noite, mas pronto à frente.
Foi mais um almoço, nada de especial, sinceramente.
Já tive Páscoas, bem mais giras e divertidas.
Este ano, foi apenas mais um dia e mais um almoço em família. 
A burrice e falta de estar de algumas pessoas continua ao rubro, lá isso não se pode negar, mas pronto, que fazer... nada né.

4 de abril de 2018

"Madame"...



Li comentários muitos positivos sobre este filme.
E para variar fiquei curiosa.
Então, Anne e Bob são um casal rico  que se mudam para Paris
Num jantar de apresentação à sociedade e o aparecimento de um convidado inesperado, faz com que o número total de pessoas na mesa seja de 13, ou seja, Anne decide escolher uma das suas empregada para ocupar o 14º lugar.
Mas a verdade é que nem tudo corre conforme o planeado/desejado.
Sinceramente estava com uma expectativa muito elevada, estava à espera de algo mais divertido, sei lá.
Vê-se, mas não me convenceu, sinceramente.

3 de abril de 2018

Ai que paciência...

No outro dia fui às finanças, toda a gente falava mal e fui muito bem tratada.
Hoje fui outra vez às finanças só que desta vez no prédio ao lado.
Fui atendida rapidamente fui tratar de um assunto do selo do carro, mas a fulana com cara de enterro disse "oh agora vou ter que ter trabalho a anular esta emissão de pagamento, que chatice", e eu disse "e?".
Ignorante que eu sou e pelo lamento da senhora fiquei a pensar que era uma coisa chata e demorada de fazer, qual o meu espanto quando nem 2 minutos demorou.
Entregou-me o papel eu perguntei "esta tudo?" e ela disse "sim" eu recolhi a folha e disse "obrigada, bom dia e bom trabalho".
Oh diabo, tanto lamento e tanta má cara para fazer uma coisa num instante.
Se calhar quando li os comentários do mau atendimento nas finanças, se calhar, digo eu, era sobre este balcão que o pessoal estava a dar a opinião.
Sei lá assim de repente fiquei com essa ideia. 

1 de abril de 2018

Boa Páscoa...


Tardei... mas ainda consegui passar cá hoje para desejar uma boa Páscoa a todos.

31 de março de 2018

Adeus Março...


Sejamos sinceros, Março não foi muito mau, mas sim muitíssimo cansativo.
Tenho a sensação que passei o mês todo a correr para trás e para a frente cheia de coisas para fazer.
Ter uma casa inteira a meu cargo não é tão bonito e divertido como poderia algum dia  ter parecido. 
É chato, para se poder ter tudo em ordem tem que se andar sempre a correr.
Quanto aos tratamentos correram bem, quer dizer houve um dia em que assim do nada passou-me pela cabeça "oh meu Deus eu tenho mesmo que continuar com esta merda até ao meu último dia?" e aí escapou uma lágrima... mas ninguém se apercebeu... e deu aquela sensação de dor, cansaço e desilusão no peito.
Resta-me respirar fundo e esperar que Abril seja melhor.
O mais não seja, porque eu faço anos, logo torna-se um mês especial, geralmente é sempre o meu mês preferido.
Vamos lá ver como vai correr. 
Estou com fé... sou tão crente.

30 de março de 2018

Não estamos no tempo disso...

Estamos em 2018 e ainda existe gente que das duas três ou não gosta de tomar banho ou tem alergia à água.
Quando vamos para o tratamento nos últimos dias tem ido uma senhora com a filha e o filho já na adolescência, sendo que a miúda é a mais velha.
Em tempo de escola íamos busca-los à porta da escola, o miúdo vinha todo molhado, a irmã e a mãe com um ar de sujo mesmo, desde cabelo, as roupas ainda disfarçavam.
Na altura pensei "os miúdos andam na escola na tourada deve de ser isso".
Oh Deus que ignorante que eu sou.
Pois bem agora vamos busca-los a casa e ainda ontem estava a ver que ia vomitar na ambulância, cheiram à suor, à chulé, aqueles cabelos todos oleosos, já nem vamos falar na roupa, que são outros quinhentos.
Se a casa onde os vamos buscar for deles, até tem uma casa jeitosinha.
Mas aquilo já deve de ser hábito, porque a mãe é igual.
Quando entram os três na ambulância, nosso senhor.
Estes dias o senhor de 85 anos que vai comigo quando eles saíram começou logo "F..... não estamos no tempo disto, de andar assim a cheirar mal, eu até tenho pena da gaja que lhes vai fazer a fisioterapia"... ah ah ah... e eu fiquei a pensar "mesmo, coitada da fisioterapeuta".
Não me venham com coisas isso é falta de higiene e neste caso uma falta muito grave é que é mãe, filha e filho nem quero imaginar se o marido será igual.
Deus me perdoe mas é mau de mais, o que vale é que eu levo lenço ao pescoço e puxo para tapar o nariz disfarçadamente. 
Eu gostava que alguém me explicasse o que custa tomar banho, é que gostava mesmo.
É como na clínica existe gente que o facto de ter cateter já é mais do que desculpa para não tomar banho.
Isso para mim é treta eu tenho cateter na perna e tomo banho na mesma, isolo com película aderente e tomo banho à vontade, já quando tinha o cateter no pescoço era igual, essa coisa de não tomar banho por causa dos cateteres é malandrice e falta de vontade de tomar banho, mais nada, apenas isso.