29 de novembro de 2016

Ohh como eu adorava dizer que a minha vida é bela...

Mas não é.
E esta bem longe disso.
Adoro ver blogs e essas coisas com vidas fantásticas, parece que esta sempre tudo bem, tudo em sintonia.
Pois eu não posso dizer o mesmo.
A minha vida esta um caos.
Um verdadeiro caos.
As vezes nem sei se tenho vontade de rir ou de chorar.
Se tem um dia em que me encontro bem disposta tem sempre que existir uma alma que me venha dar cabo da cabeça, com coisas sem sentido... o problema é que depois eu falo e as pessoas gostam de espicaçar, de atazanar a paciência mas não querem ouvir a seguir e na fase em que eu ando ouvem, ouvem o que querem e o que não querem... mais a segunda opção.
Porque eu não tenho que ser humilhada muito menos rebaixada por causa de gente que acha que é mais que os outros, isso não, nem eu nem ninguém.
Se existe coisa que me revolta profundamente é o ser humano ser assim tão desprezível a esse nível, de gostar de ver os outros sofrer e ficar a rir-se, como se isso lhe fosse melhorar a vida...e eu conheço tanta gente assim... infelizmente.
Encontro-me numa fase muito difícil a nível de saúde, esta mau, muito mau mesmo, mas não é isso que vai fazer com que acabem com o pouco raciocínio que posso ter.
Nem são os olhares do "bem feita" que me vão deitar a baixo... sim tenho gente desta na família, na própria família vejam bem.
Eu jamais fiz mal a alguém, falo com quem quero e com quem fala comigo, se por algum motivoas pessoas deixam de falar eu não tenho problema nenhum com isso, a única coisa que eu quero é viver a minha vida em paz, sempre fui assim não vai ser agora com esta idade que as coisas vão mudar.
Assim sendo eu só quero melhorar a nível de saúde, baixar estas dosagens doidas de hidrocortisonas e fludrocortisonas e voltar a ter a normalidade que tinha na minha vida, os tratamentos, as consultas e o meu dia a dia... é isto o que eu quero e só isto... é isto que me faz uma pessoa feliz, simplesmente andar bem, dentro do que é normal para mim.
Tão simples não? E tão difícil de algumas pessoas entenderem isso.


28 de novembro de 2016

Do fim de semana...

Simplesmente poderia dizer que foi mais um.
E foi, sem nada de especial, mais um fim de semana.
Caseiro, sem saídas, sem nada.
A única diferença, talvez tenha sido o nervoso miudinho que me tem acompanhado nos últimos dias.
E o porque?
Isso nem eu sei... ah mas como gostava de saber o porque de me sentir assim.
Continuei a ler "Pássaros feridos", estou a gostar imenso, se no inicio não estava a ser fácil gostar, agora estou a adorar.
A ver vamos como corre esta semana.
Pelo menos eu vou "lutar" para que seja melhor.

25 de novembro de 2016

Falta tudo...

Inspiração...
Vontade...

Força...
Coragem...

Alento...
Animo...
Estamos a um mês do natal e eu sinto-me "perdida", nada me lembra a época, nada me lembra nada.
Não tenho vontade de nada apesar de me esforçar para dar a volta à situação.
Aliás eu sempre fui teimosa e orgulhosa o suficiente para me deixar "enterrar" de vez e se existem dias em que ainda me agarro a isso existem outros que deus me livre parece que fui enterrada de uma vez por todas, não me reconheço.
Mas eu não desisto.
Nem pensar nisso.
Tem dias que nem sei como me seguro de pé.
Bem tento ir buscar forças e coordenação mas já não sei onde, mas continuo sempre em busca de algo mais, algo que me dê força e que me faça seguir em frente.
Algo que me tire deste estado "estupido" se assim lhe posso chamar.
Algo que me faça novamente ter vontade de algo, que me incentive, que me faça sorrir e olhar para trás e pensar "já passou".

23 de novembro de 2016

Ontem....

Adormeci a chorar.
Não sei se foi cansaço, se desilusão, se ambos.
Sei que me deitei, sei que deixei cair umas lágrimas, sei que pensei em tanta coisa e ao mesmo tempo em nada e simplesmente adormeci.
Não gosto nada desta fase em que esta a minha vida.
Nada mesmo.

19 de novembro de 2016

Planos para o fim de semana...

Isto é um plano... apenas isso e só isso... não quer dizer que vá acontecer assim à letra.
Vou daqui a nada para o tratamento até as 22:30.
Chegada a casa declaro finalmente aberto o meu fim de semana.
Estou a pensar em comer ao pequeno almoço papas de aveia mas feitas de café ou cevada porque eu e o leite não temos grande relação.
Hoje já me informaram que o almoço para o domingo ia ser cozido... ohh depressividade é daquelas comidas que sinceramente não vão à minha missa, mas pode ser que se arranje outra coisa qualquer para mim.
Dito isto não faço intenções de sair de casa antes de segunda feira lá para o meio da manha.
Sendo assim podem constatar que quero mesmo um fim de semana caseiro, sem confusões, sem dramas nem gente para me chatear.
Como vêem até não peço grande coisa.
A ver vamos se vai ser assim.

18 de novembro de 2016

Dia de exames...

Horas e horas de jejum.
Uma pessoa já não tem força nas pernas normalmente e sem comer pior ainda.
Chegas ao hospital e dizem "ah estão de greve, mas aguarde até as 14:15h que pode ser que eles façam".
Enquanto aguardas, por muito que feches os olhos só te passa comida pela frente e a sede? Oh diabo que tristeza.
14:35h "Por favor oiçam, não vai haver exames (estávamos 5 pessoas) podem ir embora que o exame será remarcado".
E vim embora.
Mais do mesmo.

16 de novembro de 2016

"Travessia de Verão" de Truman Capote...


"Em 1966, Truman Capote, muito enriquecido graças à recente publicação de A Sangue-Frio, abandonou o seu humilde apartamento em Brooklyn, juntamente com o seu recheio - que incluía uma caixa de documentos que o porteiro salvou da beira do passeio. No final de 2004, este tesouro de documentos de Capote foi a leilão na Sotheby's. No conjunto, estavam incluídos quatro cadernos de escola que continham o manuscrito de Travessia de Verão, romance que Capote começou a escrever em 1943, e que acabou por deixar de lado quando as suas atenções se voltaram para aquilo que seria a sua espectacular estreia literária, Outras Vozes, Outros Quartos. (No entanto, Capote continuaria a retocar Travessia de Verão intermitentemente durante dez anos até o pôr de lado definitivamente.) Desde a sua morte em 1984, que os estudiosos e biógrafos de Capote davam o manuscrito como perdido, e para sempre.


A noção de amor e de juventude tenaz está mais que viva na espantosa história que encerra este manuscrito esquecido. Passado em Nova Iorque, logo a seguir à Segunda Guerra Mundial,Travessia de Verão é a história de uma jovem abastada e descontraída, Grady McNeil, que os pais deixam por sua conta no apartamento com terraço de família na Fifth Avenue durante todo o Verão. Largada à sua sorte, Grady deixa subir a temperatura no caso secreto que anda a ter com um judeu nativo de Brooklyn, veterano de guerra, que trabalha como vigilante de um parque de estacionamento. À medida que a estação passa, o romance torna-se mais sério e moralmente ambíguo, e Grady acaba por ter de tomar uma série de decisões que irão afectar para sempre a sua vida e as vidas de toda a gente em seu redor."


Ora bem...
Se querem que vos seja sincera, não gostei muito.
Já li outros livros do Capote que adorei, mas este foi um balde de água fria, uma desilusão.
Chegou uma altura em que já estava a ler simplesmente por ler, sem o minimo entusiasmo, o que não gosto muito mas pronto.
Sinceramente não percam tempo com este livro.

14 de novembro de 2016

E aqui continuo eu nesta vidinha....

Esta difícil de me mandarem embora.
Mas pronto tenho que ter paciência, pois sinceramente eu gostava de sair daqui e este ano não ter mais nenhum internamento, porque está a ser um abuso.
Hoje sinto-me um bocadinho mais bem disposta, já me seguro bem de pé, sem tonturas, vómitos, dores de cabeça fico muito feliz  por poder por-me em pé bem.
A comida é que pronto sem pormenores se não ficais já todos deprimidos.
Vamos ver como correm os próximos dias.

11 de novembro de 2016

Ai Deus da-me paciência porque se me deres força ainda a mato...

Estes dias aqui fechada no hospital, apesar da minha excessiva calma, começam a enervar-me lentamente.
Como sempre e em todos os lugares vemos coisas que nos desagradam.
O que mais me têm desagrado e que sinceramente me começa a enervar imenso é a forma como uma auxiliar trata as pessoas mais velhinhas, principalmente as que estão sempre na cama.
Antes de ontem já tinha apreciado umas cenas deprimentes mas esta noite deu-me uma volta ao estômago mesmo ao ver como falava e tratava as senhoras idosas.
Além de só dizer merda, que é a palavra certa, goza com as senhoras e depois ri-se, o problema é que cada vez que olha para mim e se ri como se estivesse a querer ver se eu concordo com ela, o que na realidade faço é por a minha pior cara, abano a cabeça em forma negativa e muitas vezes ainda digo "sincramente", mas o que eu tinha mesmo  mesmo, vontade de fazer era ir fazer queixa dela, só que infelizmente nunca fiz queixa de ninguém nem tenho coragem.
Mas que a senhora me mete impressão e nojo isso é verdade não era de todo mau que quando ela for mais velha alguém a trata-se de igual modo.
Para mim tratar idosos mal é um crime mas quando eles precisam de  ajuda a nível de saúde é horrível. 

10 de novembro de 2016

É cada coincidência...

Estes dias falava eu sobre a minha boa experiência num hospital privado e à uns dias que estou fechada num hospital público.
Isto se tivesse sido combinado nunca teria saído tão bem.

Não consigo formatar o texto aqui.

7 de novembro de 2016

"Capitães da areia" de Jorge Amado...


"Capitães da Areia é o livro de Jorge Amado mais vendido no mundo inteiro. Publicado em 1937, teve a sua primeira edição apreendida e queimada em praça pública pelas autoridades do Estado Novo. Em 1944 conheceu nova edição e, desde então, sucederam-se as edições nacionais e estrangeira, e as adaptações para a rádio, televisão e cinema. Jorge Amado descreve, em páginas carregadas de grande beleza e dramatismo, a vida dos meninos abandonados nas ruas de São Salvador da Bahia, conhecidos por Capitães da Areia."

Bem, já tinha ouvido falar deste livro, mas ler só agora é que tive a oportunidade.
É uma história um pouco triste, mas mesmo assim vale bem a pena.
O meu sobrinho falou qualquer coisa de irem dar este livro na disciplina de Português, e sinceramente acho que era muito interessante que isso acontecesse, primeiro porque ensina muito, segundo porque estão a entrar na idade da parvalheira e pode ser que a história "toque" em alguns neurônios meios atrofiados.
Houve ali momentos na leitura que me fizeram pensar mais profundamente.
Se existe coisa que mexe muito comigo são as crianças de rua, se já os adultos me deixam triste, não fazem ideia como fico quando vejo uma criança.
Gostei muito desta leitura, apesar de ter a escrita meia Brasileira o que fez com que demorasse um bocadinho mais a ler.
Nota positiva para este livro o primeiro de Jorge Amado que leio... agora sim entendo o alarido à volta do famoso Jorge Amado.


6 de novembro de 2016

Factos sobre um hospital privado e um público...

Pois sexta feira assim sem contar tive uma breve passagem... umas horas... num hospital privado.
Estou a falar do hospital da Lapa no Porto.
Os meus contactos com hospitais privados baseavam-se em ir fazer exames e coisas do gênero.
Desta vez apesar de terem sido só horas, fui ao bloco fazer uma intervenção à minha fistula no braço.
Verdade seja dita, aquilo é um luxo... é lógico que se paga tudo.
Tem umas instalações fantásticas, tudo extremamente limpo, tudo impecável, trouxeram-me um chá num bule e uma chávena em loiça mesmo, com dois pacotes de bolachas para escolher; tem um atendimento do melhor, desde recepção, a enfermeiros, médicos e auxiliares, fui muito bem atendida, todos muito educados e simpáticos; tive um tratamento em que sinceramente não consigo apontar nenhum defeito.
Lá esta que se paga tudo isso... no meu caso não paguei nada porque isso é entre a clínica e o hospital.
Acredito que com estas condições todas para todos os que trabalham neste hospital até se sintam mais confortáveis e até tem outro incentivo para trabalhar.
Já num hospital público a conversa é bem diferente... neste caso falo do Centro Hospitalar Gaia/ Espinho unidade 1... porque a unidade 2, deus me livre, pelo menos estive lá com a minha mãe em 2012 e aquilo estava uma desgraça, não sei se entretanto já arranjaram alguma coisa.
Apesar de encontrar excelentes profissionais, acredito completamente que muitas vezes não conseguem fazer melhor por falta de condições e de incentivos.
Existem serviços que aquilo é mesmo terrível, paredes a cair a baixo, tudo velho, tudo sem condições, enquanto que existem outros serviços que já foram renovados e que parecem verdadeiros hotéis de 5 estrelas o caso da cardio torácica e cardiologia que foi onde estive em 2013, tudo novo e tudo muito organizado.
As novas obras por exemplo a ligação do pavilhão central ao satélite também estão excelentes e era mesmo necessário essa ligação.
Lembro-me o ano passado quando fui operada e estava internada no pavilhão central, para ir fazer os meus tratamentos tinha que me deslocar ao pavilhão satélite, o transporte era feito de ambulância e apanhava-se tudo frio, chuva, além de se demorar bastante tempo nestas deslocações. Hoje em dia com o túnel de ligação as coisas são muito mais simples e eficazes quer para nós doentes quer para o pessoal que nos levam de um lado para o outro... os maqueiros acho que é assim que se chama.
Para finalizar este post, sou da opinião que toda a gente que necessita de cuidados hospitalares deviam de poder ter esta experiência de experimentar um hospital privado e o público, embora saiba perfeitamente que o hospital privado é muito caro.
Valeu a experiência.
  

2 de novembro de 2016

Como é Novembro????

Que cena foi aquela ontem ah???
Passei o dia bem disposta, com umas tonturas mas nada de grave, entrei bem disposta para o tratamento e saiu de lá a morrer.
Não pode, ando à anos nesta vida e nunca sai naquele estado, nem me segurava de pé.
E como eu sou teimosinha que chegue... graças a Deus... não fui pedir ajuda como já estava na sala de espera, aguardei que os bombeiros me fossem buscar.
Verdade seja dita. até ontem nunca tinha necessitado da ajuda dos bombeiros, mas ontem foi dia, o senhor R. ficou tão preocupado, coitado que me queria levar para a urgência... sai-te... que quando chegamos a casa tocou à campainha e disse aos meus pais para me virem ajudar que eu não podia nada... e não podia mesmo, nem sei como cheguei cá em cima.
Passei uma noite miserável, mal descansei sequer.
É só dores, má disposição, tonturas, sem forças, vômitos, olha enfim uma miséria estou a ver que em vez de melhorar cada dia volto a piorar, já para não falar que não aguento o tratamento até ao fim.
Por isso Novembro ainda estas a começar, faz o favor de te colocares em sentido e trazer umas coisas boas, tipo eu andar assim bem sem grandes stresses, pode ser? Bolas anda uma pessoa a ser fofinha contigo a fazer-te um post de boas vinda e tu começas logo com estas coisas.

1 de novembro de 2016

Olá Novembro...


Espero que venhas com vontade de me ajudar.
Sei que trazes contigo os dias mais frios, a lareira que eu tanto gosto, as castanhas, as tardes de domingo perdidas no sofá no meio das mantas quentinhas e infelizmente costumas trazer também umas gripezinhas e tosse, muita tosse.
Sim porque este ano apanharam-me na clínica e deram-me a vacina da gripe lá.
Por favor sê um mês calmo, tranquilo e ajuda-me a encontrar paz e pequenas alegrias, pode ser pequeninas mesmo, dá-me força e coragem de seguir em frente mesmo que esteja muito cansada.
Novembro estou a contar contigo!!!