31 de dezembro de 2014

Um bom 2015...

... para todos.
Sei que não tenho dado grande atenção aos blogs mas tenho andado mais cansada e ocupada.
Com as festas os horários dos tratamentos mudaram o que tem sido difícil para mim, pois faz com que eu ande desnorteada e com os sonos todos trocados.
É só mais esta semana de mudanças e espero poder voltar ao meu ritmo e à minha rotina a ver se tudo se endireita.
Passei cá só para desejar um bom ano novo a todos, que 2015 traga aquilo que mais desejarem e que consigam atingir todos os vossos objetivos e desejos. 
Muita saúde e felicidade para todos é o que desejo do fundo do meu pequenino coração.

24 de dezembro de 2014

Bom Natal a todos...



Desejo que todos tenham um bom natal...

Como já disse no outro dia este ano não estou com grande espírito natalício, não sei porque. 
Este post é agendado uma vez que irei fazer tratamento de madrugada as 04.00h o mais provável é depois dormir um pouco mais de manha e como não sei se terei oportunidade de passar cá, preferi deixar agendado...


Um beijinho enorme a todos, divirtam-se...

23 de dezembro de 2014

"És o meu destino" de Lesley Pearse...


"1938. A Nova Zelândia é um país belo e tranquilo. Um paraíso de onde Mariette, filha de Belle e de Étienne, só pensa em fugir. Cansada da tacanhez da pequena cidade onde vive, ela está disposta a embarcar para a Europa mesmo sabendo que essa viagem poderá ser-lhe fatal. O mundo prepara-se para a guerra, mas, para a irreverente Mariette, ficar é uma alternativa bem pior.
Chegada a Londres, a jovem depressa se deixa encantar pelas suas tentações e esquece o breve vislumbre que teve do amor. Londres é tudo aquilo com que sempre sonhou. Mas a noite do seu vigésimo-primeiro aniversário vai mudar tudo. Os violentos bombardeamentos nazis transformam a cidade mais vibrante da Europa num pesadelo de terror, devastação e morte. Pela primeira vez, ela sente o peso esmagador da solidão. É dos escombros da guerra, porém, que emergirá uma nova Mariette. A adolescente egoísta dá lugar a uma mulher forte, madura e abnegada que está disposta a tudo - até a morrer - para ajudar os mais desprotegidos. E é no seu momento mais vulnerável que o amor lhe bate à porta. Um amor tão inquieto e desesperado quanto o mundo que a rodeia."

Para ser sincera, não sei a história acabou ou se irá ter continuação.
A verdade é o fim, para ser um fim definitivo, a meu ver ficou um pouco mal explicado.
Quanto à história de Mariette, tem o seu fundamento, a sua lógica, é interessante mas... para ser sincera foi um pouco exagerada no que diz respeito a tanta desgraça.
Gostei do livro mas sinceramente não me apaixonou verdadeiramente. 

22 de dezembro de 2014

Estou farta de ouvir...

Tem pessoas que abusam da minha paciência, mas abusam imenso mesmo, correm um dia o grave risco de os meus neurônios pararem cinco minutos e depois vão ouvir o que querem e o que não querem.
Constantemente sou bombardeada com estas perguntas "Então quando casas?", "E o casamento quando é", "É para o ano o casamento?", "Tens que casar estas a ficar velha", "E filhos quando vais ter filhos?", "Oh olha que estas a ficar velha para teres filhos", "Não existe nada como um ter um bebe..."
Poupem-me pelas almas...
Mas quem foi que vos disse que eu quero casar e ter filhos ah???
Nem toda a gente no mundo tem que casar e muito menos tem de ter filhos.
Conseguem irritar-me tanto com estas perguntas que a minha vontade era mandar toda a gente à m...@ logo, mas como ainda tenho alguma educação a única coisa que faço é respirar fundo e não digo nada.

18 de dezembro de 2014

Factos sobre o natal...

* Falta-me comprar uma prenda.
* Não faço a minima ideia de onde possa andar o meu espirito natalício.
* Tenho que fazer as contas finais, mas acho que consegui respeitar relativamente bem o meu orçamento para prendas.

Por enquanto acho que é só isto.

15 de dezembro de 2014

Coisas que me enchem o coração...

Ontem a clinica onde ando ofereceu um lanche de natal a todos os seus doentes.
Como sempre, algumas pessoas não foram... para variar... e depois ainda andam a dizer à boca cheia que a clínica nunca faz nenhuma festa, nem coisas do gênero.

Já o outro dizia "só faz falta quem cá esta".
Foi uma festa muito bonita, pena que muitos enfermeiros, e médicas não foram... uma vez que seria uma espécie de voluntariado, e pronto a gente já sabe que existe pessoal que só querem saber de dinheiro e mais nada. 

Houve meninas a cantar, pessoal a dançar e comes e bebes. Foi uma tarde diferente e agradável.
Adorei ver algumas pessoas que já não via à algum tempo.
Vim embora feliz, em paz e com um enorme sorriso por ter visto a alegria e a felicidade de pessoas que sofrem diariamente e que conseguem ser minimamente felizes.
Aqueles sorrisos, aquelas lágrimas nos olhos, aquele carinho e tanto mais fizeram com que me sentisse bem mais alegre.
Todo este projeto foi ideia de uma das enfermeiras que mais adoro, uma pessoa por quem tenho um carinho enorme e que esta sempre presente quando preciso da sua ajuda.
Pode ser pequenina, mas é uma mulher enorme tem um coração maravilhoso e um sorriso que aquece e dá alegria a qualquer um. 

10 de dezembro de 2014

Guarany...



Domingo fui ao spirito cupcakes & coffee no Porto mas estava fechado... ai fiquei tão desiludida queria tanto lá ir.
Como estava fechado optei por ir ao Guarany... é só clicar no link já sabem.
Já à muitos anos que ando para lá ir, mas adio sempre, domingo acabei por ir e tenho que admitir que fiquei rendida, aquilo é muito bom.
Comi um petit gateau com uma bola de gelado de morango e bebei um chá de jasmim, embora tenha uma lista enorme de várias coisas, a verdade é que fiquei de olho em mais uns quantos itens, para um futuro próximo ir lá.
Pois bem foi um problema enorme, porque fiquei a adorar aquilo.
Para quem for destes lados e passarem por lá, aproveitem e façam uma visita que vale a pena mesmo. 

9 de dezembro de 2014

"A guerra dos tronos I" de George R. R. Martin...


"Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da rainha. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard também se apercebe que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo. 
Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga: o anão Tyrion, ovelha negra do clã Lannister; Jon Snow, bastardo de Eddard Stark que decide juntar-se à Patrulha da Noite, e a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert, que pretende ressuscitar os dragões do passado para recuperar o trono, custe o que custar."

Ora aí esta um livro que me surpreendeu imenso pela positiva.
Andei tempos e tempos a ouvir o pessoal a dizer "lê", "é fixe", "vais gostar, vais ver" eu só dizia "ah um dia quem sabe" e pronto, uma pessoa emprestou-me o livro e eu devorei aquilo com uma vontade e uma devoção fantástica.
Comecei a ver a série também, portanto como podem calcular, gostei imenso do livro e a série está muito bem feita.
Tem imensas personagens, algumas que se adora logo, outras que dispensamos bem e ainda outras que não achamos grande piada mas com o desenvolver da história, começamos a gostar cada vez mais, também existem várias personagens que até nem damos grande valor mas que depois vamos a descobrir e são extremamente importantes no desenvolvimento da história.
Estou curiosa para ler o segundo livro.
Leiam vão gostar... confiem em mim. 

3 de dezembro de 2014

Tenho frieiras...

... nos pés, até aos dias de hoje nunca me tinha acontecido tal coisa, isto é horrível simplesmente... bem que já me tinham dito... maldita má circulação nas pernas, não aguento as dores nas pernas e nos pés, amanha vem um novo creme para colocar pois os que tenho colocado não estão a fazer nada e eu não me tenho sentido muito confortável  com esta situação é que dói, dói mesmo.
Ah vida deprimente e eu que dizia sempre "frieiras eu? Ah não sei o que isso é"... toma lá que é para aprenderes a estar calada. 
Alguém recomenda alguma coisa?... caso o creme não resulte.

30 de novembro de 2014

"Virados do avesso" o filme...

Verdade seja dita eu não sou pessoa de ir muito ao cinema.
Este ano quando fui ver o "Mau mau Maria" e vi o trailer do filme "Virados do avesso" pensei vou querer ver... tem o Morgado e tudo, pormenores... e pronto ficou decidido desde aquele dia que mal saísse o filme no domingo a seguir iriamos ver e assim foi.
Foi muito divertido quer um quer outro, dei umas boas gargalhadas.
São filmes que demonstram que é possível fazer bons filmes em Português, bons momentos em que uma pessoa entra ri, volta a rir e esquece os momentos menos bons da vida.
Vejam vão gostar acreditem em mim ;)

27 de novembro de 2014

Novos vícios...


Como defender um assassino, já vou para o terceiro episódio e estou a adorar...


 Já vai na 3ª temporada e eu continuo fiel a cada episódio novo...



Havia quem me dissesse que era muito fixe mas eu nunca liguei grande coisa.
Os enfermeiros na clínica dizia "vê vais gostar" e pronto um dos enfermeiros trouxe o livro e eu lá me rendi, pois estou a adorar, ontem vi o primeiro episodio da série e pronto agora não quero outra coisa, bem que me tinham avisado. 

24 de novembro de 2014

Para burro, burro e meio...

No outro dia fui ao hospital, queria falar com o médico que me operou... que fique claro que ele disse que podia procurar e ligar para ele sempre que quisesse.

Estava na fila para passar pelo porteiro e duas senhoras queriam entrar e estavam com uma conversa do gênero "ah deixe-me entrar com o cartão de acompanhante que a acompanhante hoje não vem" o porteiro disse "não sei se devo fazer ou não vocês sabem que não podemos fazer isso"  mas pronto lá deu o cartão à senhora e disse "vá suba, suba".
Chegou a minha vez e eu disse.

Eu: Bom dia, posso subir para ir à cardio torácica falar com o doutor R. por favor?
Porteiro: À cardio torácica?

Eu: Sim se faz favor.
Porteiro: E falar com o médico?

Eu: Sim.
Porteiro: E qual é o assunto?

Eu: Desculpe?
Porteiro: Qual é o assunto que quer ir falar com o médico.


Eu: já estava prestes a passar-me da cabeça... o assunto que eu tenho a tratar com o doutor não lhe deve interessar minimamente.
Porteiro: Ai mas eu tenho que saber qual é o assunto não é?

Eu: Claro... claro  que não, o senhor quer deixar-me entrar ótimo agradeço a gentiliza se por ventura não me quiser deixar entrar agradeço que ligue lá para cima e pergunte ao senhor doutor R. se eu posso subir.
Porteiro: Mas... não sei... ah homem mais indeciso. 
Eu: Não sabe? Hmmm, se calhar era melhor deixar-me entrar, porque é ir e vir, não vou ver ninguém nem substituir nenhum acompanhante... (eles não podem deixar entrar outra pessoa que não esteja registada como acompanhante).
Sagradas palavras ele ficou todo encaralhado e lá disse "suba suba menina, quer que lhe chame o elevador?"  e eu com o meu maior sorriso disse "não obrigado eu vou mesmo a pé, obrigado pela sua simpatia" e lá subi e fiz o que tinha a fazer quando vim embora desci e diz ele "então consegui falar com o senhor doutor" e eu respondi "sim, muito obrigado pela sua simpatia" ao que ele todo embaraçado me respondeu "volte quando quiser menina".

Foi um "hmmm" e um sorriso fecharam a minha saída.
Já dizia um meu ex patrão, para burro, burro e meio.   

23 de novembro de 2014

"A árvore da noite" de Truman Capote...


"Livros do Brasil, revelaram ao público português este jovem escritor norte-americano, precisamente com o seu primeiro romance que, em 1948, o colocou, aos vinte e três anos, na primeira fila dos escritores do seu país: Other voices, other rooms, publicado com o título Outras terras, outras gentes. Todas as qualidades e a originalidade profunda deste homem de quem um critico disse que "à semelhança de William Faulkner, possui o dom de pintar com palavras um mundo", e que fizeram o êxito do seu primeiro livro, tão estranho e tão belo, se encontram refinadas nos contos admiráveis reunidos neste volume: a capacidade de criar e descrever situações misteriosas, momentos angustiantes, emoções subtis, numa linguagem esplêndida do colorido e sensualidade.
Os contos de A árvore da noite são do melhor que tem sido escrito nesse tão difícil gênero, e classificam definitivamente o jovem escritor nascido em Nova Orleans como uma personalidade notabilíssima, perturbante, excecional."

Este livro não é apenas uma história, são várias histórias, ou melhor, bocados de várias histórias, tem uma ou outra com a sua piada, por exemplo "O homem que comprava sonhos", "Singularidades de Miss Bobbit" foram as que eu mais gostei.
É um livro que se lê bem, confesso que esperava muito mais, uma vez que é do Truman Capote... mas pronto não se pode ter tudo na vida, era ótimo que todos os livros nos conseguissem surpreender mas as vezes isso não acontece. 

20 de novembro de 2014

Deve ser do tempo...


... que ando com falta de tema e apetite para vir aqui escrever.

18 de novembro de 2014

"A chave de Salomão" de José Rodrigues dos Santos...


"O corpo de Frank Bellamy, o director de Tecnologia da CIA, é descoberto no CERN, em Genebra, na altura em que os cientistas procuram o bosão de Higgs, também conhecido por Partícula de Deus. Entre os dedos da vítima é encontrada uma mensagem incriminatória. 
The Key: Tomás Noronha
A mensagem torna Tomás Noronha o principal suspeito do homicídio. Depressa o historiador português se vê na mira da CIA, que lança assassinos no seu encalço, e percebe que, se quiser sobreviver, terá de deslindar o crime e provar a sua inocência. 
Ou morrer a tentar. 
Começa assim uma busca que o conduzirá às mais surpreendentes descobertas científicas alguma vez feitas. 
Será que a alma existe?
O que acontece quando morremos?
O que é a realidade?
Com esta empolgante aventura que arrasta o leitor para o perturbador mundo da consciência e da natureza mais profunda do real, José Rodrigues dos Santos volta a afirmar-se como o grande mestre do mistério. Apesar de ser uma obra de ficção, A Chave de Salomão usa informação científica genuína para desvendar as espantosas ligações entre a mente, a matéria e o enigma da existência."


Depois de muitos mega electrões, giga electrões, protões, partículas e quântico acabei de ler este livro, gostei mas... para mim que sou um 0 a física tornou-se um pouco mais difícil de ler, foram várias as vezes em que tive que voltar a reler para apanhar o fio à meada.
Gostei da história em si, se bem que este "Tomás Noronha" é inteligente demais para ser minimamente verdade, o raio do homem sabe de tudo e de mais alguma coisa... um exagero, portanto, porque eu acredito que existem pessoas super inteligentes mas este é um bocadinho exagerado.
É um pouco difícil de se ler mas vale a pena, apesar de não ter sido nada por aí além, ficou um bocadinho abaixo das minhas expectativas, sinceramente, mas foi muito bom. 

16 de novembro de 2014

Conversa de tolos só pode...

Estes dias estava na clínica e o senhor lá começou a falar com nós... aquele que eu referi num post anterior que diz que os tratamentos são uma palhaçada, só não percebo que ainda lá anda a fazer, se é assim como ele diz.
Perante algumas conversas dele eu fico sem perceber se os meus neurônios estão a deixar de trabalhar, se o fulano nos quer fazer de estúpidos ou se simplesmente ele é mesmo a estupidez e a parvoíce em forma de pessoa.
Para quem não sabe e assim em forma de resumo, os doentes em programa de hemodialise só devem consumir a quantidade minima de líquidos, ou seja os líquidos  estão presentes em toda a alimentação, quanto menos líquidos levarmos melhor corre o tratamento

Então esse senhor disse esta semana:


Sr: Ah tive que ir fazer um exame e mandaram-me beber 1 litro de água, mas eu disse que não podia beber água, então trouxeram chá em vez da água.

Escusado será dizer que eu fiquei muito séria a olhar para o homem.
Brincamos quereis ver o chá é feito de que carago? 
Pelo menos eu tenho o hábito de beber chá feito com água alguém que me elucide e me informe se existe outra maneira de faz chá.
E que eu saiba a água, o café o chocolate, os pingos, sumos, chás, licores, vinhos, etc, etc é tudo líquidos na mesma, para quem tiver esse problema de saúde, qualquer que seja o liquido um simples café conta tudo.

13 de novembro de 2014

Digamos que é falta de vocação...

Se existe coisa que me chateia e chega mesmo a irritar é as pessoas andarem aos berros ou de trombas sem ninguém lhes ter feito mal nenhum.
Não gosto, que posso eu fazer.
E se existe família rica em trombas é a minha família mesmo... tios, primos e essas coisas... eu até ando sempre a dizer que andam a fazer publicidade ao jumbo tamanha é a tromba.
Outra coisa que eu detesto é que berrem aquela espécie de "estou aqui, não me vêm, mas eu estou aqui" e toca a berrar como se os pulmões fossem sair boca fora, parece uma espécie de necessidade de chamar a atenção. 
Quanto mais berram para mim menos ouço, fico tipo com um bloqueio nos neurônios e só tenho vontade de lhes ir apertar o pescoço de forma a nem poderem soltar um único "ai", muitas vezes chego mesmo a suplicar por intervenção divina e penso "vá lá Deus tira-lhe os pio nem que seja só dois minutinhos".
Família a gente não escolhe tem... por isso mais vale a gente respirar fundo e até fazer de conta que não se esta a passar aquela cena deprimente.

11 de novembro de 2014

Livro a ler # 64...


"1938. A Nova Zelândia é um país belo e tranquilo. Um paraíso de onde Mariette, filha de Belle e de Étienne, só pensa em fugir. Cansada da tacanhez da pequena cidade onde vive, ela está disposta a embarcar para a Europa mesmo sabendo que essa viagem poderá ser-lhe fatal. O mundo prepara-se para a guerra, mas, para a irreverente Mariette, ficar é uma alternativa bem pior.
Chegada a Londres, a jovem depressa se deixa encantar pelas suas tentações e esquece o breve vislumbre que teve do amor. Londres é tudo aquilo com que sempre sonhou. Mas a noite do seu vigésimo-primeiro aniversário vai mudar tudo. Os violentos bombardeamentos nazis transformam a cidade mais vibrante da Europa num pesadelo de terror, devastação e morte. Pela primeira vez, ela sente o peso esmagador da solidão. É dos escombros da guerra, porém, que emergirá uma nova Mariette. A adolescente egoísta dá lugar a uma mulher forte, madura e abnegada que está disposta a tudo - até a morrer - para ajudar os mais desprotegidos. E é no seu momento mais vulnerável que o amor lhe bate à porta. Um amor tão inquieto e desesperado quanto o mundo que a rodeia."

Para meu grande espanto Lesley Pearse resolve continuar a história de Belle, desta vez pelo que me apercebi vai falar sobre a filha dela com o Étienne.
Não estava à espera de um terceiro livro para esta história.
Vamos lá ver como vai ser, depois de ler dou a minha opinião, como é costume.

10 de novembro de 2014

"Mau mau maria", o filme...

Pois então ontem fui ao cinema ver este filme, para quem não sabe eu raramente vou ao cinema não me perco muito por lá.
É um filme português mas bom, muito bom, gostei imenso, é divertido e a história em si é super engraçada.

No início estava com dúvidas mas logo que começou o filme rendi-me e desfrutei imenso com uns risos e gargalhadas.
O filme foi rodado todo no Porto e estar... na minha opinião, perfeito.

Aconselho a verem é mais uma prova de que em Portugal se pode fazer bons filmes.
Muito bom mesmo.

7 de novembro de 2014

6 de novembro de 2014

"A prostituta de Deus" de Carla Van Raay...


"Aos dezoito anos, Carla van Raay entrou para um convento a fim de dedicar a sua vida a Deus. Aos trinta e quatro ganhava a vida como prostituta. Durante a sua infância, Carla van Raay viveu um trauma que a modificou para sempre. Carregada com o peso deste terrível segredo, tudo o que ela queria era sobreviver. A vida como freira prometia-lhe um refúgio do mundo exterior. Carla esperava encontrar amor e compreensão num convento. Em vez disso, viu-se inserida num complexo sistema de regras que praticamente a levaram à loucura. Finalmente, liberta dos votos, regressou ao mundo «real».
Um casamento precipitado e a consequente separação deixaram Carla com uma filha para sustentar, com pouca formação profissional, consequência dos anos que viveu como freira, virou-se para outra profissão ancestral - a prostituição. Trabalhou como acompanhante para aprender as bases do trabalho, depois aventurou-se por conta própria, estabelecendo um serviço de massagens. Assim nasceu A Prostituta de Deus. Quando o agreste lado do negócio começou a aparecer, Carla embarcou numa viagem que a levou a revelar o obscuro segredo do seu passado."

Vejamos fiquei um pouco curiosa quando vi este livro tudo por causa do titulo.
E então lá comecei a ler.
Carla Van Raay não teve uma infância muito bonita não, mas comparada com o meio da vida dela tenho a dizer que a sua infância até era boa.
A Carla era uma criança esquisita... acho que é a palavra certa... com uma enorme necessidade de estar constantemente a chamar a atenção dos outros. Quando ela decide que quer ir para o convento, confesso que até achei uma certa piada. Na verdade como já tinha referido num post atrás este livro veio espicaçar a minha ideia de freira, eu que convivi com algumas sempre pensei... pelo menos as que eu conheci eram assim... que elas era seres humanos muito simpáticas e sempre prontas a ajudar os outros, nunca me passou pela cabeça que pudessem ser tão "azedas"... algumas, é a única palavra que me vem ao pensamento para descrever o que penso... e que fizessem questão de levar uma vida tão miserável... em que só sabem rezar e pouco mais, segundo o livro... passada a fase do convento pensei que já pouca coisa me poderia "chocar" neste livro, mas enganei-me.
Aquela mudança drástica de freira para prostituta criou em mim uma espécia de "azia", como é que era possível alguém passar para os extremos assim de repente.
Depois veio o relato dos tipos de trabalho a nível de prostituição que a rapariga andou metida bem como o excesso de consultas e terapias em que saltou de um lado para o outro à procura da sua "paz interior"... esta parte achei um bocado exagerada mas pronto essa é a minha opinião, tudo se quer.
Na parte final em que ela encontrou a sua tão necessária paz interior.
O livro tem fotografias da própria escritora onde se pode constatar algumas passagens da sua vida.
As descrições sobre ela própria no livro conseguem ser bem mais encantadoras dos que as fotografias disponíveis, pelo menos para mim... foi uma espécie de desilusão.
Gostei do livro sim mas não em arrebatou como muitos outros que já li, lesse bem apesar de ser um pouco grande 525 páginas.

5 de novembro de 2014

Já hoje é quarta...



... e eu mal tenho tido tempo de passar por aqui.

Estou assim um pouco chateada, não tenho ido caminhar... logo agora que lhe estava a pegar o gosto... pois esta a chover muito e esta a ficar um frio bem forte... pelo menos aqui onde moro.
De resto nada de novo, tenho umas ideias para partilhar aqui mas vão ficar para outro post que agora esta na hora de ir visitar os vossos blogs.

31 de outubro de 2014

Olha a frase do dia...


Beijooo criaturas do meu coração...
Bom Halloween...

Tanto pedinchei..

... tanto pedinchei que o meu pai cedeu.
Na quarta-feira a Wook... é clicar no link, já sabem... estava com 20% de desconto e portes grátis, usando o meu discurso de mais pequenina, pedi simpaticamente se havia alguma alma cá em casa... pai ou mãe... que me quisessem antecipar o meu presente de natal.
Queria o novo livro do José Rodrigues dos Santos "A chave do Salomão"... já escrevi sobre esse livro aqui no blog... ninguém se voluntariou e eu fiquei a pensar "como costume vais querer e tens que o comprar não existe outro jeito" e pronto já me anda a preparar psicologicamente que se quero muito ler o livro tenho que soltar o dinheirinho.
No mesmo dia acabou a promoção e eu pensei mais para a frente compro.
Hoje o meu pai disse "quanto é que custa o livro ah?" e eu disse "hoje custa mais uma vez que já só tem 10% de desconto pode ser que alguém me ofereça para o natal" ao que o homem disse "vá compra lá que eu ofereço".
Mary Silva no seu momento de delírio só não abraçou e beijou o pai para não parecer mal, toda ela explodiu de alegria e felicidade... eu sei é só um livro mas é que eu adoro mesmo o José Rodrigues dos Santos e os livros dele... fiquei tão feliz que tive que vir partilhar convosco... ah e eu não tenho o hábito de pedinchar raramente o faço ;) mas fui bem sucedida na minha tarefa.

30 de outubro de 2014

Sabes, aquele momento...

... em que te deves manter séria mas a vontade de rir é bem maior?
Pronto... sofro desse problema, quando não me devo rir é quando tenho mais vontade e quanto mais me tento conter é quando desato as gargalhadas e a chorar de tanto rir.
São momentos raros de acontecer, mas acontece de vez em quando... de longe a longe.
Coisas da vida... 

29 de outubro de 2014

Sobre freiras...

O livro que estou a ler neste momento "A prostituta de Deus" esta a fazer com que os meus neurônios andem às voltas.
Quando penso em freiras penso em senhoras simpáticas, muito bondosas, bem dispostas e sempre prontas a ajudar os outros.
A verdade é que pelo que estou a ler, tendo em conta que esta história é verídica o meu conceito de freira esta muito longe da realidade. 
Para quem não sabe o Hospital Maria Pia no Porto, que agora pertence à rede do Centro Hospitalar do Porto, ou seja, é o hospital St. António, Hospital Joaquim Urbano e a Maternidade Júlio Dinis, antigamente era gerido por freiras.
Em 1996 quando dei entrada a primeira vez neste hospital, ainda existiam muitas freiras, logo até aos meus 18 anos convivi com várias senhoras deste oficio, enfermeiras e freiras e a minha experiência com elas foi muito boa, sempre muito atenciosas, amáveis e profissionais. Tenho em particular muita memória da Irmã Glória, chefe do serviço de Nefrologia desse hospital na época em que o comecei a frequentar, era uma senhora já com uma certa idade mas muito amorosa e querida que muitas vezes me enxogou a lágrimas e tentou de todas as maneiras possíveis que eu lidasse bem com o sofrimento.
Como é evidente para mim o estatuto de freira não serve para qualquer pessoa, é preciso gostar e ter vocação para tal, mas para mim a missão delas é ajudar os outros, não compreendo o porque de muitas dela apenas se quererem fechar num convento e rezar de manha até à noite, será que são minimamente felizes assim? Não sei, custa-me a acreditar sinceramente, que estarem fechadas e fazer proibição de tudo e mais alguma coisa não é lá muito saudável e este livro tem vindo a mostrar um pouco o lado "escuro" de ser freira á uns anos atrás, pelo que tenho lido no livro, mas tudo o que li e irei ler não irá destruir a imagem que eu tenho das freiras, quero acreditar que continuam a ser pessoas carinhosas e simpáticas que vivem essencialmente para poderem ajudar os outros. 

28 de outubro de 2014

Facto..

Tenho sono...
Estou cansada...
Não queria, mas preciso muito de ir tratamento...
Apetecia-me uma coisa boa mas não sei o que...
Estou chata e rabugenta...
Só tenho vontade de sair mundo fora a dar lapadinhas na tromba de algumas pessoas...
No meu pensamento só passa "oh Deus pelas almas"...
Aiiiii...

Resumindo...

Estou a ficar velha, só pode, não encontro outra justificação para o meu estado.

23 de outubro de 2014

Música do dia...



Txiii... olha que dupla.

22 de outubro de 2014

De letra esta o mundo cheio...

Anda um senhor na clinica à 3/4 meses... se calhar nem tanto... que diz que foi a um médico que lhe disse que a hemodialise é uma farsa que o cura, que ele não precisa da hemodialise para nada, quando ele comentou isso comigo eu disse-lhe "vá lá homem se resultar depois diga-me que eu vou lá também" e ele ficou a olhar muito sério para mim.
Estes dias voltou à carga a dizer que a hemodialise não é necessária para nada que aquilo é apenas um negócio... aquela letra toda que mais parecia um garnisé a querer cacarejar... então eu perguntei "então e você anda aqui a fazer o que se isto é uma farsa?" lógico que ele ficou a olhar e eu disse "por acaso alguém o obriga a vir ou lhe apontam alguma pistola?" "Não, não" respondeu-me e eu claro voltei à carga "então tente me explicar o porque de você vir para aqui uma vez que isto é tudo uma farsa?"... "Tente me explicar como se eu fosse uma criancinha muito pequenina"... e ele ficou caladinho.
Gente estupida, alguém tem prazer em estar ligada a uma máquina tantas horas e dias por semana e ser picado com agulhas super grossas todas essas vezes? Por experiência própria digo "é horrível fazer hemodialise mas é unica exclusivamente para o nosso bem", ou será que eu... e toda a gente que lá anda... somos assim tão maluquinhos da tola e só vamos para lá simplesmente porque sim?
O senhor me perdoa mas ás vezes tinha vontade de mandar um par de estalos ou um berro ao homem a ver se ele acorda para a vida, se é farsa, se tem quem o cure, força homem siga em frente... letra à muita à só é pena quando "ela" começa a apertar vai tudo aflito para o hospital a correr, essa é que é essa.

21 de outubro de 2014

Coincidências da vida...

Eu adoro ver a série Mentes Criminosas, sou menina para me perder a ver aquilo mesmo que sejam episódios repetidos, acontece que no outro dia enquanto estava a ler o livro "a sangue frio" do Truman Capote num dos episódios do Mentes Criminosas, falaram sobre a tragédia que aconteceu na família Clutter, achei piada porque na altura estava a ler o livro.
Estes dias, comecei a ler o livro "a prostituta de Deus" da Carla Van Raay e encontrei imensas referências as personagens  Dr. Jekyll e a Mr. Hyde, do livro "o estranho caso do Dr.Jeckyll e do Sr, Hyde" de Robert Louis Stevenson, livro esse que li à dias.
E fiquei a pensar "caramba existem coincidências do caraças"... mas será que são mesmo coincidências ou apenas calhou, coisas da vida...  ao que parece não vou conseguir perceber o porque, vou ficar sempre a acreditar nas coincidências da vida. 

20 de outubro de 2014

"O estranho caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde" de Robert Louis Stevenson...


"Um advogado londrino investiga a estranha ligação entre o seu velho amigo, o conceituado Dr. Jekyll, e o perturbante e duvidoso Mr. Hyde.
O comportamento do Dr. Jekyll começa a preocupar os seus empregados e amigos, tanto mais que este, cada vez mais isolado no seu laboratório, recebe frequentemente o intrigante e violento Mr. Hyde.
Temendo pela vida do amigo, o advogado resolve tirar a limpo a história e vai à residência do médico para procurar a explicação para tão bizarro comportamento.
No surpreendente final, o Dr. Jekyll revela que ele e Mr. Hyde são um só, em resultado de uma experiência realizada no seu laboratório. Ao tomar a fórmula, a sua personalidade dividiu-se, ora tomando a forma do amável médico ora a do temível Mr. Hyde."

É um livro que dá muito que pensar.
O que somos?
Como gostaríamos de ser?
Como seria se houvesse uma pessoas que se transforma em duas, uma boa e outra má?
É confuso eu bem sei, mas eu tentei dividir o meu eu em dois... em pensamentos claro... e tentei imaginar como seriam.
Gostei do livro, é pequenino mas muito rico no seu vocabulário e a história do Dr. Jekyll e do Mr. Hyde fez-me pensar muito.
Imaginei tudo e mais alguma coisa menos que seriam a mesma pessoa.
Foi um livro com uma leitura fácil e com uma história muito bem estruturada, entende-se facilmente quando se entra por completo na história.

17 de outubro de 2014

Palavras que me fazem ficar possuída...

"Ai que eu hoje estou tão mal"...
É que o hoje é dia sim dia sim, sempre a mesma conversa, sempre as mesmas palavras, as vezes até dá vontade de enfiar uma lapadinha no meio da cara da pessoa em questão ou então manda-la ir dar uma volta, mas não o que eu faço é cheirar a flor e apagar a vela... ou seja, respirar fundo... sorriu e digo "pois acontece"... mas a minha vontade era outra mas pronto à frente.
Eu bem sei que existe dias em que uma pessoa nãos e sente bem, agora todos os dias a mesma conversa? Pelas almas... poupem-me, que eu até sou uma pessoa com uma enorme paciência mas tudo se quer.
É saturante ouvir todos os dias a mesma conversa, todos os santos dias a mesma coisa.
Arre, que chega a um momento que irrita mesmo... dass... e chego a pensar "devias de ficar mal a sério que era para ver se deixavas de te queixar tanto".

16 de outubro de 2014

Livro a ler # 63...


"Aos dezoito anos, Carla van Raay entrou para um convento a fim de dedicar a sua vida a Deus. Aos trinta e quatro ganhava a vida como prostituta. Durante a sua infância, Carla van Raay viveu um trauma que a modificou para sempre. Carregada com o peso deste terrível segredo, tudo o que ela queria era sobreviver. A vida como freira prometia-lhe um refúgio do mundo exterior. Carla esperava encontrar amor e compreensão num convento. Em vez disso, viu-se inserida num complexo sistema de regras que praticamente a levaram à loucura. Finalmente, liberta dos votos, regressou ao mundo «real».
Um casamento precipitado e a consequente separação deixaram Carla com uma filha para sustentar, com pouca formação profissional, consequência dos anos que viveu como freira, virou-se para outra profissão ancestral - a prostituição. Trabalhou como acompanhante para aprender as bases do trabalho, depois aventurou-se por conta própria, estabelecendo um serviço de massagens. Assim nasceu A Prostituta de Deus. Quando o agreste lado do negócio começou a aparecer, Carla embarcou numa viagem que a levou a revelar o obscuro segredo do seu passado."

Este foi mais um daqueles livros que me chamou a atenção pelo nome, depois li o resumo do livro e pensei "porque não".
E pronto já o tenho comigo, depois de ler as suas 525 páginas, faço post sobre a minha opinião, como sempre.

14 de outubro de 2014

"A sangue frio" de Truman Capote...


"O americano Truman Capote foi um escritor versátil, mas a sua grande obra foi o romance não-ficção A Sangue Frio, que conta a história da morte da família Clutter, em Holcomb, Kansas, e dos autores da chacina. 
Capote decidiu escrever sobre o assunto ao ler no jornal a notícia do assassinato da família, em 1959. Quase seis anos depois, em 1965, a história foi publicada em quatro partes na revista The New Yorker. Além de narrar o extermínio do fazendeiro Herbert Clutter, de sua esposa Bonnie e dos filhos Nancy e Kenyon –uma típica família americana dos anos 50, pacata e integrada na comunidade–, o livro reconstitui a trajectória dos assassinos. Perry Smith e Dick Hikcock planearam o crime acreditando que se apropriariam de uma fortuna, mas não encontraram praticamente nada. Perry era um sonhador. Cresceu de uma forma conturbada e violenta, e achava que a vida lhe tinha dado golpes injustos. Dick, considerado o cérebro da dupla, queria apenas arrebatar o dinheiro e desaparecer. Presos e condenados, ambos morreram na forca em 1965.
A intensa relação que Capote estabeleceu com as suas fontes foi determinante para o êxito da obra. Além de passar mais de um ano na região de Holcomb, investigando e conversando com moradores, aproximou-se dos criminosos e conquistou a sua confiança. Traçou um perfil humano e eloquente dos dois «meninos», como costumava chamar-lhes."

Foi um livro que demorou um bocadinho a ler pelos seguintes motivos: letra mais pequenas do que as que estava habituada e muitos erros... muitos mesmo.
Apesar de ter gostado bastante da história em si... quer dizer falar de mortes de pessoas inocentes nunca é lá muito bonito... mas... a maneira como a história estava contada foi muito boa, gostei muito.
Já pensei imenso sobre esta questão "porque matar pessoas que nunca fizeram mal nenhum, aliás que nem as conheciam?"... e a única resposta que o meu cérebro consegue encontrar é apenas esta resposta... "porque quero, porque me apetece e porque sim, apenas por querer", mas infelizmente essa é a realidade.
Depois, existe quem diga "eu sou incapaz de matar" mas eu penso assim muita gente irá partilhar da minha opinião com certeza "todo o ser humano, num momento de muita pressão ou até de desespero é capaz de matar"... tão simples quanto isto... por isso nunca podemos dizer que "desta água não beberei" pois não se sabe o que o  presente e o futuro nos reserva.
Fiquei um pouco comovida com o que aconteceu à família dos Clutter, principalmente com a Nancy, pelas descrições e da maneira como escreveram, deu-me a entender que era uma miúda super organizada e querida por toda a gente.
Dick e Perry e toda a história das suas vidas foram um pouco fortes para mim, porque apesar de tudo o que possam ter passado, ou sofrido nada justifica a morte, principalmente de pessoas que nem sequer conhecias nem lhes tinham feito nada de mal.
Durante a descrição dos momentos antes do enforcamento desta dupla, confesso que cheguei a "ter pena" deles, por serem tão "pobres" de espirito e de fé... que eu cheguei a um momento e a úncia coisa que realmente queria era que a história acabasse e de preferencia depressa... acho que já não aguentava muito mais, isto é tão raro acontecer, pois costumo a querer sempre mais, que a história dure mais, mas desta vez não foi assim... apesar disso tudo é um ótimo livro, para a primeira vez que li um livro do Truman Capote, fiquei a gostar da maneira como ele escreve.

13 de outubro de 2014

Deus que é Deus não pode com tanto, imaginem eu...

Casa da madrinha, domingo à noite, família junta a festejar anos do primo.
Temas e conversas de tudo aquilo que possam imaginar.
E eis que a minha tia diz:

"É preciso ter cuidado porque ainda se apanha a BULA".

Mary Silva olha para o irmão, para a cunhada, para a mãe, para o T. e ficamos todos com o ar de "ohhhh Deus" e ali continuava a mulher com a BULA para trás e para a frente... nem sei se me deu vontade de rir ou vontade de ir lhe dizer que é Ébola e não a bula. 

10 de outubro de 2014

Tinha que ter um incentivo...

Ontem na clínica...
Conversa com uma das doutoras de lá...

Ela: Então tens caminhado?
Eu: Não.
Ela: E subir degraus?
Eu: Sim quando quero sair e entrar em casa.
Ela: Paraste os treinos porque?

Eu: Sei lá fiquei sem incentivo, comecei a deixar e pronto, fui deixando.

Ela: Mas andavas tão certinha a caminhar e a subir degraus.
Eu: Pois a preguiça é uma coisa horrível.
Ela: Vá então vê se começas a treinar.
Eu: Ei doutora agora não vem o frio, a chuva.
Ela: Não inventes não, volta aos treinos.

Hoje para a minha mãe...

Eu: Estou lixada tenho mesmo que ir caminhar.
Mãe: Andavas tão direitinha não sei porque paraste de repente.
Eu: Preguiça, a mãe de nós todos.
Mãe: Pois isso é verdade.

Hoje fui ao hospital, entretanto lá ao lado tem um lidl fui lá comprar umas coisas, olho e vejo uns casacos de desporto bem interessantes, gostava de um em azul com uns apontamentos em verde, mas não tinha carapuço, logo olhei para este experimentei um que tinha lá fora da embalagem e resolvi traze-lo comigo, pode ser um bom incentivo para começar novamente a treinar, embora eu gostasse que ele fosse mais discreto, mas como só tinha assim e pelo preço que foi, não se pode pedir muito.


Gostam???



9 de outubro de 2014

Livro a ler # 62...


"O corpo de Frank Bellamy, o director de Tecnologia da CIA, é descoberto no CERN, em Genebra, na altura em que os cientistas procuram o bosão de Higgs, também conhecido por Partícula de Deus. Entre os dedos da vítima é encontrada uma mensagem incriminatória. 
The Key: Tomás Noronha
A mensagem torna Tomás Noronha o principal suspeito do homicídio. Depressa o historiador português se vê na mira da CIA, que lança assassinos no seu encalço, e percebe que, se quiser sobreviver, terá de deslindar o crime e provar a sua inocência. 
Ou morrer a tentar. 
Começa assim uma busca que o conduzirá às mais surpreendentes descobertas científicas alguma vez feitas. 
Será que a alma existe?
O que acontece quando morremos?
O que é a realidade?
Com esta empolgante aventura que arrasta o leitor para o perturbador mundo da consciência e da natureza mais profunda do real, José Rodrigues dos Santos volta a afirmar-se como o grande mestre do mistério. Apesar de ser uma obra de ficção, A Chave de Salomão usa informação científica genuína para desvendar as espantosas ligações entre a mente, a matéria e o enigma da existência. 
Excerto: A notícia deixou Tomás estupefacto, sem reacção, os olhos vidrados, a boca entreaberta. Já perdera o pai e sabia que um dia perderia a mãe, mas esperava que a coisa levasse mais tempo, fosse mais lenta, que os dias não passassem tão rápido, que o inevitável fosse infinitamente adiado, que a orfandade não o deixasse tão só tão depressa. “Ela…”, balbuciou Tomás, tentando dizer a palavra terrível mas recusando-se a pronunciá-la, só a ideia da morte constituía uma punhalada que lhe era cravada no coração. “Ela…"
E eis que dia 23 deste mês vai sair o novo livro do José Rodrigues dos Santos.
E caso alguém ainda não saiba... fica a saber... que eu adoro os livros dele, pois conseguem sempre deixar-me deliciada com os pormenores todos. Portanto como já podem pro supor vai ser um livro que eu irei ler antes do fim do ano. Já se encontra o pré lançamento na Wook... é só clicarem no link já sabem... estou tão entusiasmada que até posso confessar que foi um momento de felicidade quando eu vi que havia um novo livro.  

8 de outubro de 2014

Sobre o livro "A sangue frio"...


A história em si está a ser boa, mas o livro é terrível, esta versão que tenho é só erros, uns atrás dos outros... as tantas cheguei a pensar que já estava a ver mal demais mas afinal não são mesmo erros, muitos mesmo... que depressividade. 
Sim o livro que tenho é igual ao da imagem...
Bem hoje é quarta-feira e apesar de ter saído para ir fazer análises decidi que já não saiu o resto do dia, é que nem quero saber de mais nada, estou aqui estou é a fazer o resto do programa de quarta-feira que inclui não fazer quaseeee nada, ler blogs, comer pão com manteiga torrado e beber chá preto... assim sendo então até já... vou só ali ler os vossos blogs.

7 de outubro de 2014

Preciso urgentemente...

De uma quarta-feira ou sexta-feira de preferência sem ter que sair de casa por nenhum motivo, estou demasiado cansada, só preciso de paz, sossego e da minha casinha.. isso, apenas isso. Sinto-me pior do que uma vela acesa, parece que a qualquer momento vou apagar de vez, sinto-me tão esgotada. 

5 de outubro de 2014

Desabafo...

Tenho andado cansada de pensar num assunto em que supostamente deveria decidir, mas não consigo... ir para a lista de transplante ou não. 
A maioria dos médicos dizem-me que é um risco muito grande, muito mesmo, mas eu gostava tanto de poder ver-me livre da máquina de hemodialise nem que fosse por 2/3 anos, mas sei que se tivesse outra recaída não iria suportar tal coisa e compreendo que se calhar até é melhor andar assim como ando com os tratamentos e bem controladinha, mas depois penso "caramba eu ainda sou nova, tenho que levar o resto da minha vida nisto, não sei se aguento".
Constantemente acordo sempre de um sono confuso, cansado e deprimente e penso "costuma-se dizer que à terceira é de vez, por isso Mary Silva já tiveste 3 tentativas bem sucedidas, não queiras experimentar a quarta porque ninguém consegue ter a sorte de não morrer tanta vezes". 
E é tão verdade este meu pensamento, ninguém consegue ter tanta sorte assim, eu que sempre disse que não me importo de morrer, que nos dias em que mais sofro desejo que isso aconteça, mas agora no meio do risco e de tantas opiniões onde só passa na minha cabeça em rodapé as palavras de alguns médicos "és uma doente de risco elevado não queiras se quer tentar", os meus pais também dizem que o melhor é eu continuar com a hemodialise e esquecer essa história de um novo transplante.
Sinto-me perdida, sem rumo, sem saber o que fazer...

2 de outubro de 2014

30 de setembro de 2014

"Mulher em branco" de Rodrigo Guedes de Carvalho...


"Para onde vão os amores que foram um dia?
Uma criança desaparece. Estava à guarda do pai. O choque da notícia atira a mãe para um abismo de amnésia. Sem memória, é incapaz de chorar um filho que não sabe que tem. Como podemos continuar a viver se caminhamos vazios. E há um homem que arranja uma amante enquanto visita a mulher no hospital. Ladrões que roubam cinzas de uma morta. Há as maldades desumanas do amor, um sopro pérfido que o diabo sussurra aos ouvidos. Em fundo, a irracional violência do divórcio. A bestialidade das palavras que atiramos uns aos outros como pedras. Uma mulher que espera ainda e sempre, à janela. Porque o coração é um bicho e não ouve. E uma pergunta a que não se ousa responder: Para onde vão os amores que foram um dia?"


Nunca tinha lido nenhum livro do Rodrigo Guedes de Carvalho. 
Aprecio o homem e o trabalho que ele faz, mas como é lógico já aprendi que o facto de uma pessoa ser boa naquilo que faz não quer dizer que seja boa a fazer outras tarefas, mas no caso o Rodrigo Guedes de Carvalho ele foi muito bem sucedido.

Gostei do livro, da história de Laura e Paulo, do bebé que foi fruto da juventude deles e do desvaneio de que a solução para os problemas é ter um filho. Eu não tenho filhos, muitos podem dizer "ah e tal não sabes não podes falar" mas eu tenho a minha opinião e ter um filho por ter apenas porque se quer "prender" uma pessoa, para mim é uma parvoíce.
Estava-se mesmo a ver que a história ia acabar mal, cheia de dor e sofrimento.
Gostei bastante da história do Paulo e da Laura ser a história principal, mas ao mesmo tempo ficar a conhecer a história dos pais do Paulo, da irmã Dulce, dos pais da Laura do seu irmão vitima do puro preconceito onde viu a sua vida "estragada" para sempre porque "dois brancos e dois pretos"... tal como diz no livro... acharam que sim que tinham direito de espancar homossexuais por estes não terem os mesmos gostos chamados "normais", como eu costumo dizer "o preconceito é uma filha da putice das grandes". 
Enfim gostei muito da escrita e do raciocínio, estou extremamente tentada a ler mais livros do Rodrigo Guedes de Carvalho. 

26 de setembro de 2014

Aiii este segredo...


... que me faz lembrar algumas pessoas... blog do shiuuuu... é só clicar no link já sabem.
As tantas estas a falar de um livro disto e daquilo e estas a apanhar que aquela pessoa não lê os livros que apenas sabe o título e que muitas vezes nem se deu ao trabalho de ler o resumo.

E para que?

Para tentarem impressionar os outros... ah coisa mais deprimente... sempre para ficarem bem na fotografia.

Eu adoro ler, lógico que nem sempre fui assim, tive a minha fase em que não queria saber dos livros para nada, quando tive esta recaída a nível de saúde à uns 5/6 anos ganhei um gosto enorme por livros e por ler, pois é a única maneira de me entreter e de passar o tempo durante os tratamentos... existe quem leve computador, tablet, música, etc, etc, mas eu reservo quele tempinho para ler de preferência em livro mesmo, adoro livros... viajo através das personagens, conheço sítios e épocas diferentes das de hoje em dia, tradições que não fazia a ideia que existiam e principalmente porque estou ocupada e quando leio o tempo passa mais depressa. 
Muitas vezes digo "a sério? Acaba assim, desta maneira" e fico frustrada porque quando isso acontece é quando eu estou a adorar a história e assim de repente acabou.
Ler é bom, muito bom mesmo, mas lá esta é preciso gostar, porque quando não se gosta não vale a pena insistir, muito menos estar a dizer que lemos e que sabemos quando não sabemos nada. 
Enfim...