17 de dezembro de 2015

"Os médicos da morte" de Philippe Aziz...



"Quem não conhece a História está condenado a repeti-la. Setenta anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a leitura desta obra nunca foi tão fundamental. 
Os Médicos da Morte é um documento histórico consagrado aos horrores da medicina nazi perpetrados durante a Segunda Guerra Mundial. Do contexto social e ideológico que permitiu corromper em absoluto o papel do médico, aos responsáveis no terreno pelos atos mais hediondos, esta é uma obra baseada em testemunhos de sobreviventes, confissões de médicos SS e em milhares de documentos que os nazis não conseguiram destruir antes da derrota final.
Milhares de crianças, deficientes, homossexuais, ciganos, judeus e até alemães dissidentes, prisioneiros de uma ideologia que os renegava da própria condição humana, foram alvo de atrozes experiências médicas com o objetivo aniquilar as raças inferiores ou ajudar no esforço de guerra. Foi o apogeu da crueldade do Terceiro Reich, um delírio científico que choca e repugna. E que deve ser lido para nunca ser esquecido. Os médicos nazis tinham rédea solta para fazer as experiências que quisessem nos campos de concentração. Incineraram, castraram, congelaram, sufocaram homens, mulheres e crianças sem misericórdia. Retiravam órgãos e membros, transfundiam sangue de uns para outros em experiências macabras... este livro prova quão monstruoso pode ser o ser humano."


Foi um livro enorme de ler, não só pelo número de páginas mas sim por tudo o que lá é retratado.
Eu juro que tentei e tento entender estas coisas dos campos de concentração, mas a maldade e o sofrimento que lá se passou faz com que eu não encontre uma unica razão para que possa justificar qualquer um dos atos cometidos lá dentro.
Percebi perfeitamente que quando estes atos macabros foram descobertos, no que diz respeito aos estudos da medicina e de algumas doenças, houve um ligeiro avanço, graças ao sofrimento de muitas e muitas pessoas, mas interrogo-me até que ponto tudo isto possa ter valido a pena.