12 de janeiro de 2009

Então foi assim...

No dia 8 do actual mês pelas 10.00 horas enfrentei o dito novo trabalho... algo que não tinha nada a ver com tudo o que eu já vivi até aos dias de hoje.
Eram 14.15 quando fui almoçar e dei por mim a registar um texto, coisa que não tenho o hábito de fazer.
Eis o texto que saíu naquele momento.
Morri... sinto-me cansada, pior do que isto é impossivel (e ainda falta a parte da tarde para enfrentar) nunca me senti assim, triste desiludida e com vontade de fugir para bem longe.
Eis as regras que me foram dadas:
- Não mascar nem comer nada;
- Não fumar (hello isso é a coisa mais normal dentro de um local de trabalho, mas à frente);
- Verniz no máximo transparente;
- Sem maquilhagem;
- Cabelo preso (ahhhh? socorro sim)
Ao fim de ouvir tudo isto pensei "Deus me livre isto é pior que um quartel".
Durante a escrita deste texto só me apetece gritar, berrar e chorar... sim chorar muito e em conjunto desaparecer... mas só me resta respirar fundo e enfrentar a tarde.

E assim foi...

Quando sai as 20.45 senti um enorme aperto no peito e só senti as lágrimas a cairem pelo rosto... senti-me pior que uma criança em estado de choque a chorar, queria parar e não consegui, foi mais forte do que eu... acabei por fazer a viagem de regresso a casa a chorar e a soluçar como uma desalmada.
Quando entrei em casa tentei disfarçar o que se tinha passado...
Tive vontade de desistir no primeiro dia... mas... mesmo assim quis voltar mais dois dias a ver se realmente haveria de desistir ou se seria eu que estaria a fazer "birra" com tudo o que encontrei.
E lá fui eu na sexta e no sábado... até que deparei com a dita mulher do patrão a srª patroa que pensa que por ser o que é tem o direito de humilhar e mal tratar as pessoas em frente aos clientes.
Parei pensei... CHEGA! Eu não quero isto para mim, eu não posso nem mereço ter que ser rebaixada sem qualquer motivo por alguém sem o minimo sentido de sensibilidade e bom senso... existem formas de se chamar à atenção as pessoas não é humilhar, calcar... o facto de ser quem é não lhe dá o direito a tal coisa.
E DESISTI.... não me sinto mal por isso, primeiro porque não é uma actividade minimamente parecida aquela que fui sendo preparada ao longo de muito tempo e a qual executei dois anos e meio, como tal acho que esta é a área que eu tenho que seguir, aquela que eu sei... e depois porque eu odeio pessoas que humilham as outras... muito menos sem qualquer motivo...
Portanto... adeus até nunca mais, se Deus quiser.
O que lá vai... lá vai...
A vida continua!