28 de agosto de 2014

Vejamos então o que aconteceu...

Nunca fui uma pessoa de chorar muito, geralmente isso só acontece quando o saco já está muito cheio.
Nunca fui uma pessoa dada a despedidas, aliás era tão "fria" e desinteressada que para mim era exatamente igual.
Mas ultimamente tenho andado mais em baixo e fico sempre com as lágrimas nos olhos com muita facilidade.
No casamento da S. primeiro foi ao ver as nossas fotografias no vídeo depois foi na horas de partir o bolo eu e a J. choramos tanto, porque infelizmente sabemos que nem tudo vai ser rosas na nova vida da S. embora estejamos as duas a rezar para que ela seja muito feliz e que a vida não lhe traga muitas amarguras, pois sabemos que o V... o respectivo, tem um feitio complicado... e existe ali qualquer coisa no "ar" que nos deixa com o pé atrás, mas pronto estamos a acreditar que tudo vai correr bem, temos medo pela nossa amiga, mas que seja o que Deus quiser, estaremos aqui para todos os momentos.
Domingo foi o R. meu primo, que é mais novo do que eu 6 anos, sempre estivemos juntos e como podem ver pela nossa idade a nossa infância foi bastante próxima. O R. tinha mencionado que se calhar iria para fora, embora aqui estivesse a trabalhar. 
O certo foi que ele no domingo ao fim do dia disse-me que ia para fora no dia seguinte, nesse momento foi como se eu levasse um par de estalos, ainda consegui passar o jantar bem, mas na hora da despedida quase que sufocava a minha dor e medo eram tão grandes que eu cheguei mesmo a sentir-me mal. O meu primo R. só tem cabedal e letra, porque no fundo ele é um miúdo e quando ele se agarrou a mim e começou a chorar e a sufocar foi como se o mundo parasse naquele momento. Sei que ele tinha que mudar de vida e quero muito que ele seja bem sucedido o mais não seja para calar muita gente, mas o meu medo é que ele se meta em porcarias e faça alguma asneira.
Chorei a noite toda de domingo e na segunda-feira também.
Na segunda-feira ele ligou-me a chorar  a dizer que partias a 00:00 do café e eu vim do tratamento e estive com ele uma última vez. Não sei se pelo cansaço dos últimos tempos e do tratamento e por ter chorado demais, na hora da despedida já não consegui ter mais uma lágrima que fosse, estava de rastos mesmo. 
Estou a torcer tanto para que tudo corra bem quer com a S. quer com o R.
Estou uma "miúda"  frágil, não gosto disso, pois faço sempre o que possa para manter a tristeza, as coisas menos boas longe de mim e ultimamente sinto que estou a fraquejar sinto que muitas vezes eu desejava não existir... tão simples quanto isso. 
Que deus os ajude!!!