20 de setembro de 2011

Nem sei se foi sonho ou pesadelo...

Esta noite anadaram a vaguear pela minha mente amigas da escola primária a B. a C. e a D. estranho a R. não aparecer, certamente é porque no fundo nunca gostei muito dela. É certo que cada uma de nós seguiu o seu caminho e mesmo morando na mesma freguesia é rarissimo a gente se ver a única que diria que vejo mesmo sendo raramente é a B. porque mora relativamente perto de mim. Questiono-me porque raio elas resolveram aparecerer-me durante o sono, confesso que quando acordei e lembrei delas não achei grande piada os meus neuronios se terem dado ao trabalho de sonhar com elas. Falando um bocadinho de cada uma delas, a B. ainda no outro dia a vi e lá sai um "olá tudo bem?" e um sorrisinho e pronto, a B. é daquele tipo de jovem, que tirou o seu curso, que nos tempos livres se dedica ao desporto, às noitadas e aos copos e grandes farras, mas sempre foi uma miuda adoravel, simpatica e respeitadora. A C. desde pequena tinha a mania de ser a líder do grupo lembro-me perfeitamente que já na pré ela era assim, além disso desde muito cedo andou com este aquele e o outro... enfim, enfim... sei que se não me falha a memória ficou pelo 9º ano e foi trabalhar para uma loja de chocolates, se não me engano... pelo menos a ultima vez que a encontrei no autocarro foi o que me disse e já lá vai muito tempo... portanto pouco mais sei dela. A D. foi a de todas a que mais me surpreendeu pela negativa, se alguém à uns anos atrás me contasse que ela iria ser assim eu dizia que estavam malucos... bem que me enganava... portanto a D. sempre foi aquele tipo de miuda que mesmo andando no ciclo era a mãe que a vestia e por aí fora, andava prai no 5º/6º ano quando teve um irmão, ficou o caldo entornado certamente porque foi um arrasto para chegar até ao 9º ano e depois mal teve a oportunidade "fugiu" logo, nesse tempo a mãe teve um problema de saude bastante grave e em seguida o avô e o que é que ela fez, foi viver com um fulano qualquer, as tantas o fulano fez com que ela se pusesse a andar e ela jurou... segundo as palavras da mãe que contou uma vez que a encontrei na mercearia... que as coisas não iam ficar assim e que ela ia arranjar forma dele voltar para ela... e arranjou ficou grávida e ele teve/tem que levar com ela. Juntando isto tudo tenho os neuronios atrofiado só de pensar por que raio se foram lembrar delas, é certo que cada uma seguiu o seu caminho, é certo que pouca ou rara ligação temos, mas recordar momentos passados deixa-me cansada, triste e chateada, porque já passaram, porque fazem parte do passado e porque já não somos mais aquele quarteto de miudas/crianças que eramos. Dá-me uma certa nostalgia e tristeza que algumas de nós tenham estragado a vida por caprichos como a D. que outras se sintam importantes quando não o são como a C. mas pelo menos ainda existe alguém que nos sorri e cumprimenta como a B. momentos e memórias minha gente à vezes dá para isto.