15 de março de 2012

Tem dias que não compreendo o meu pai...

O homem está em casa desempregado... como muitos outros... tem 61 anos, de manha vai a pé buscar o jornal, chega à hora de almoço quando lhe apetece cozinha, quando não apetece não cozinha, de tarde nada faz e ainda se queixa de tudo e de nada... está a tornar-se chato e saturante atura-lo. Ainda à pouco tivemos uma grande discussão, e eu acabo por me enervar de tal maneira que mais parece que o meu coração vai sair. No mês de Junho tenho a comunhão do meu afilhado... que é o mais importante... e o casamento de um primo... que o pariu tanto mês para casar e tantos anos com a gaja e resolveu casar em Junho... para mim o que é que isso implica, mudança de turno e dias nos tratamentos uma vês que a comunhão é uma quinta e o casamento é um sábado. Assim à primeira vista é fácil segundo o meu pai "mudas e pronto" pois é, só que isso vai implicar mais quatro tratamentos extras, significa mais 16 horas de tratamento, significa oito picadas de agulha... e estou a falar assim em acertarem à primeira o que não é costume... significa ressaca, cansaço e má indisposição e pior do que isso mais desgaste para o meu coração e o desgraçado já tem problemas que chegue e um dia destes vai pregar-me um susto de vez, juntando a tudo isto mais umas doses de sofrimento. Tudo isto para quem sabe do que estou a falar é doloroso, sofredor, admira-me que o meu pai, uma pessoa que sabe o que esta porcaria é, achar que fazer quatro tratamentos a mais não tem nada de mal... pois não, não tem para ele, para mim é que tem e não é pouco. Perdoaria este tipo de raciocínio do ah é só mais quatro a quem não sabe o que isto é, agora ao meu pai está muito aquém de eu perdoar semelhante estupidez. Estou irritada, irritada, irritada e chateada e com vontade de chorar perante tanta burrice e machismo estúpido.