21 de janeiro de 2015

Mas que dia mais deprimente...

Ontem tive um dia de m... mesmo.
Acordei cedo para ir a uma consulta no hospital.
Se não ia com a pestana minimamente aberta quase que mandava um fardo no carro de uma senhora na auto estrada que se lembrou de parar assim sem mais nem menos, depois de respirar fundo lá continuei a minha viagem.
Cheguei ao hospital vou por o carro no parque e ele nem uma nem duas, parou e não acordou mais, nem para cima, nem para baixo, nada mesmo, ficou mesmo ali na subida, com um monte de carros a tocar e eu a respirar fundo e a pedir "vá lá chega só para a frente", "tu não me faças isto pelo amor de Deus", "vá lá só mais um bocadinho para a frente por favor"... mas ele nada.
Peço à minha mãe que chame o segurança a ver se o senhor me pode ajudar e lá veio o senhor dar-me uma ajuda e nisto uma alma solidaria... um rapaz... veio ajudar o segurança e os dois empurraram o carro e lá o conseguimos por num canto de maneira a não empatar ninguém.
Ligo ao meu pai e digo "pai, o carro avariou, nem anda nem desanda" e levo como resposta um "ohhh f... era só o que havia de faltar, ficai aí que eu vou aí ter" pedi-lhe que levasse a chave suplente e perguntei ao segurança se o carro podia lá ficar que o meu pai já vinha.
Muito bem, lá fui eu à consulta e não fosse o caso de ir agarrada à minha mãe nem sei o que ia ser de mim, dei semelhante trambolhão no meio da rua que só dei por mim no meio do chão, arregaço as calças e vejo o joelho todo arranhado e a deitar sangue... já não me lembro de andar com os joelhos assim nesse estado à anos mesmo... respirei fundo e no meio de dores e de um arrasta, arrasta disse uma duzia de palavras menos simpáticas e segui para a consulta.
Chego ao pavilhão e carrego no elevador para o terceiro piso, abre a porta e digo "hmmm não é este" marco para o quarto "este também não é" volto a carregar mas desta vez para o segundo e penso "aii estou tão desnorteada que nem me lembro qual é a porcaria do piso", abre agenda, tira convocatória e eis que é o primeiro piso.
Chego à secretaria e lá esta ela no seu blá blá blá do costume ao telemóvel e eu ali de pé com o maior ar de esgazeada cheia de dores sem me segurar. Passado quase 5 minutos sua excelência desliga o telefone e atende-me com um "pode aguardar que o senhor doutor chame sim" e assim foi.
Sentei-me, bebi um bocadinho de água e eis que o senhor doutor chama logo.
Duas de letra com o senhor doutor e venho embora.
Novamente no parque chega o meu pai passado uns minutos e com a sua conversa do costume, que eu isto aquilo e mais o outro.
Ligo para a assistência em viagem, vem o reboque e lá vai ela para deixar o carro no mecânico para ver o que sua alteza... o meu carro... tem.
De tarde vou para o tratamento e um dos senhores que me leva vai a viagem toda com o seu blá blá blá e eu só dizia "hmmm sim, sim".
Cheia de dores por todo o corpo começo o tratamento passado um bocado olho para as horas e para meu espanto ainda faltava 3 horas para acabar e eu tremia de frio e dores... desejei tanto que aquela porcaria acabasse depressa pois estava mesmo com vontade de vir embora para vir dormir.
Resumindo e concluindo foi uma porcaria de um dia... já não me lembrava de ter assim um dia tão deprimente como foi o de ontem.