8 de janeiro de 2016

Como foi 2015...

O ano corria muito bem , dentro do que é normal aqui em casa andávamos controlados a nível de saúde e tudo corria relativamente bem até meados de Junho.
Em Junho fui fazer os exames anuais que a clínica de hemodialise manda, ecografias, rx, ecg, coisas deste gênero e foi num desses exames que o médico me disse que havia algo estranho no meu rim que está atrófico e parado à anos, o médico foi ver o exame do ano anterior e não havia nada tinha aparecido alguma coisa mas que não conseguia precisar bem o que era através da ecografia, solicitou à médica que me seguia um tac e assim foi, fui fazer o tac e pensava eu que era um quisto uma coisinha de nada, longe de mim pensar que tinha um tumor e muito menos me passava pela cabeça que pudesse ser maligno nesta altura já estávamos em Setembro.
Em finais de Julho a minha mãe caiu no trabalho e magoou-se num braço, partiu um tendão e começou logo a fazer fisioterapia.
Quando veio o resultado do tac a minha doutora apenas me disse que ia solicitar uma consulta de urgência de urologia só para pedir a opinião, não me informando sequer do que se passava ou deixava de passar, mas eu já tinha tido acesso ao resultado do tac e confesso que estava confiante que ia estar tudo bem, quando li o resultado fez-me muita confusão e fiquei bastante transtornada, além de que escondi o que se passava de toda a gente.
Ainda hoje é o dia que me debato comigo mesma a perguntar como é que é possível uma pessoas tão controlada a nível de saúde como eu e aparecer assim estas coisas... nunca consegui, nem consigo obter uma resposta para esta minha questão.
Fiz as consultas de urologia o médico disse logo que era para tirar com urgência o problema é que eu tenho mais problemas de saúde principalmente no coração e não podia ser operada assim de repente sem fazer mas uma remessa de exames pré operatórios, comecei a ir mais vezes ao hospital e os meus pais começaram a desconfiar, na altura disse apenas que tinha qualquer coisita que era necessário tirar mas nada de grave, para tentar fugir à situação pois a minha mãe também não andava muito bem e eu não queria carregar ninguém.
A 20/10 a minha mãe foi operada ao ombro e nessa altura eu já tinha os meus exames todos prontos para ser operada mas resolvi adiar a consulta final, a minha mãe precisava de mim para tudo não podia fazer nada, adiei a consulta 3 vezes, um dia recebi um telefonema do hospital a diz dizer que necessitavam que eu lá fosse para me explicarem uma coisa, e lá fui eu no dia 23/10 de manha, surpresa a minha quando lá chego e aparece o meu médico, uma  pessoa fantástica mesmo, que me disse "até que enfim, anda a fugir é? Isso é tudo medo? Hoje já não sais daqui vou operar-te terça-feira... 27/10... e ficas já a fazer medicação", apanhou-me assim surpresa afinal na terça era a consulta final que eu tinha prometido a mim mesma que não ia alterar.
Foi preciso um pequeno debate para convencer o médico a deixar-me vir a casa buscar as minhas coisas e no meio de mais um monte de papeis assinados lá vim eu a casa.
Tinham informado que o internamento seria de 4 dias a verdade é que foram 20 dias, uns dias depois da operação quando eu achava que me estava a sentir melhor, num domingo à tarde comecei a sentir frio, arrepios, mal conseguia respirar mas fiquei na minha sem me manifestar.
A minha mãe, como qualquer mãe que se importa todos os santos dias verificava o local dos pensos, tinha uma pisadura pequenina mas nada por aí além, nesse domingo ela ficou um pouco aterrorizada pois tinha grande parte da barriga e das costas toda negra, ela comentou com um dos enfermeiros que desvalorizou a coisa, depois apareceu uma médica que conheço e a minha mãe voltou a comentar o assunto e aí a médica desatou a correr para a enfermaria e em minutos estavam várias médicas e enfermeiros à minha volta, o que estava a acontecer era que eu tinha uma hemorragia interna enorme, depois de muitos exames concluíram que além da enorme hemorragia interna ainda existia mais outro hematoma, ou seja eram dois, e estava com uma infecção respiratória, andei uns dias a morfina, oxigênio e antibióticos.
E assim se foram passando os dias um atrás do outros, agora cada vez que olho para o assunto com atenção tenho plena noção de que se não fosse a minha mãe já cá não estaria... sim houve um médico que admitiu isso que se demorassem mais tempo a dar conta do sucedido as coisas podiam ter corrido bem pior.
Graças a estas trapalhadas todas sinto que algo mudou em mim, sinto-me mais calma, mais tolerável com os outros, parece que tenho uma paciência infinita, quando algo ou alguém me chateia eu só respiro fundo e penso "calma, muita calma".
E pronto agora estou bem, lá para o Abril vou voltar a fazer exames a ver se não ficou nada perdido no que diz respeito ao tumor.
Outras das coisas boas de 2015 é que consegui chegar aos 55kg, desejava imenso alcançar este peso e finalmente consegui... tendo em conta que cheguei a pesar 70kg.
Praticamente foi isto que marcou o meu ano de 2015, apesar destes momentos menos bons o resto compensou e muito.