7 de janeiro de 2011

Do medo ao pânico…

Desde muito novinha que sempre fiquei sozinha em casa sem qualquer tipo de problema.
À uns anos atrás quando a casa foi assaltada andei uns tempos com um bocadinho de medo e não ficava em casa sozinha na altura devia ter uns 11 anos, por ai.
Ontem de tarde a minha mãe saiu para o trabalho, como sempre fiquei sozinha a arrumar as minhas coisas pois ao meio da tarde era dia de ir para o tratamento.
Estava um tempo horrível é certo, chovia muito e entretanto a luz foi a baixo, peguei numa vela, desci ao andar de baixo onde é a casa do meu irmão, fui ver ao quadro e estava tudo bem, pensei logo que tinha sido no quadro de fora mas como não sei mexer voltei para cima.
Não sei o que aconteceu, ouvi um barulho estranho, apoderou-se de mim um medo estranho a minha reacção foi rodar a chave na porta que vai para o andar de baixo, depois disso fui para o meu quarto quando vou a entrar no quarto ouço bater a uma porta, foi horrível o meu coração começou a bater tão forte, comecei a transpirar e a ter arrepios, as lágrimas caiam-me pelo rosto abaixo, senti o quarto andar à volta e a sensação de que ia desmaiar, o meu corpo tremia todo, vomitos, má indisposição, nunca tinha sentido tal coisa, o medo era tanto que a minha única reacção foi ligar para a minha mãe que trabalha a uns 5 minutos casa e telefonei para um tio que mora perto também
Naquele momento vi o mundo todo a cair à minha frente nunca tivera tanto medo, e estava com a certeza que alguém estava enfiado no andar de baixo.
Aquele tempo de espera pela minha mãe foi passado fechada no quarto encostada à porta no meio do meu maior pesadelo senti que ia morrer naqueles minutos, foi horrível mesmo, lembro-me que quando a minha mãe chegou os meus tios chegaram ao mesmo tempo, o meu desespero era tanto que me agarrei à minha mãe quase a sufocar.
Escusado será dizer que fiquei o resto do dia tremer e quando cheguei ao tratamento deram por ela, perguntando o que se passava é lógico que eu não queria contar iam pensar que eu estava louca só podia, mas depois de muita insistência contei o que se passou, o medico explicou que a esse tipo de reacção chama-se “Ataque de Pânico” e referiu que as vezes acontece e que é lógico que isso não é sinal de maluquice.
Enfim, mais um calmante foi o que me receitaram, já vão cinco por dia.
A única coisa que desejo é que nunca mais aconteça nada do género.