19 de janeiro de 2011

O que eu aturo…


Já não consigo ouvir as histórias do meu taxista isto de fazer seis viagens por semana com ele esta a deixar-me doida.
- Fala alto como tudo… deve ter partido o botão onde se coloca mais baixo.
- Repete sempre sempre a mesma coisa…
ai ninguém merece semelhante castigo.
- Contou-me como “engatou a mulher”…
termo utilizado por ele e historia já recepcionada pela minha pessoa sem exagero umas cinco vezes.
- Só me fala em pombas, nos treinos desta, das cadelas e da gatinha que agora tem em casa…
sim sim toda a gente trata a gatinha como se fosse um bebe... muito interessante para mim.
- Tem um certo “contra” no que diz respeito aos gays, como tal, faz sempre questão de salientar isso…
enfim enfim, cada qual é que sabe de si, ainda não percebi o porque de tanta raiva, será algum recalcamento?? Hmmm eis a questão.
- Quer a mulher, o filho ou a filha é que são os melhores em tudo o que fazem… deus nos livre e nos salve que cambada tão grande de espertalhões, Deus só distribuiu inteligência aquela família… cá entre nós se a mulher é assim tão inteligente e tão desenrascada não conseguiria melhor do que estar num lar a limpar o rabinho aos velhinhos? Eu acho que sim… mas à frente, a humildade é uma coisa tão bonita só é pena que muita gente não sabe o que isso é.

...Em suma tinha aqui pano para mangas isto para dizer que tem dias em que o meu sorriso já é automático para o homem só de o ouvir a contar sempre a mesma coisa…. Não se aguenta, a ideia de um outro taxista não era má não, mas infelizmente não pode ser porque a nossa segurança social não tá para ai virada.