6 de novembro de 2014

"A prostituta de Deus" de Carla Van Raay...


"Aos dezoito anos, Carla van Raay entrou para um convento a fim de dedicar a sua vida a Deus. Aos trinta e quatro ganhava a vida como prostituta. Durante a sua infância, Carla van Raay viveu um trauma que a modificou para sempre. Carregada com o peso deste terrível segredo, tudo o que ela queria era sobreviver. A vida como freira prometia-lhe um refúgio do mundo exterior. Carla esperava encontrar amor e compreensão num convento. Em vez disso, viu-se inserida num complexo sistema de regras que praticamente a levaram à loucura. Finalmente, liberta dos votos, regressou ao mundo «real».
Um casamento precipitado e a consequente separação deixaram Carla com uma filha para sustentar, com pouca formação profissional, consequência dos anos que viveu como freira, virou-se para outra profissão ancestral - a prostituição. Trabalhou como acompanhante para aprender as bases do trabalho, depois aventurou-se por conta própria, estabelecendo um serviço de massagens. Assim nasceu A Prostituta de Deus. Quando o agreste lado do negócio começou a aparecer, Carla embarcou numa viagem que a levou a revelar o obscuro segredo do seu passado."

Vejamos fiquei um pouco curiosa quando vi este livro tudo por causa do titulo.
E então lá comecei a ler.
Carla Van Raay não teve uma infância muito bonita não, mas comparada com o meio da vida dela tenho a dizer que a sua infância até era boa.
A Carla era uma criança esquisita... acho que é a palavra certa... com uma enorme necessidade de estar constantemente a chamar a atenção dos outros. Quando ela decide que quer ir para o convento, confesso que até achei uma certa piada. Na verdade como já tinha referido num post atrás este livro veio espicaçar a minha ideia de freira, eu que convivi com algumas sempre pensei... pelo menos as que eu conheci eram assim... que elas era seres humanos muito simpáticas e sempre prontas a ajudar os outros, nunca me passou pela cabeça que pudessem ser tão "azedas"... algumas, é a única palavra que me vem ao pensamento para descrever o que penso... e que fizessem questão de levar uma vida tão miserável... em que só sabem rezar e pouco mais, segundo o livro... passada a fase do convento pensei que já pouca coisa me poderia "chocar" neste livro, mas enganei-me.
Aquela mudança drástica de freira para prostituta criou em mim uma espécia de "azia", como é que era possível alguém passar para os extremos assim de repente.
Depois veio o relato dos tipos de trabalho a nível de prostituição que a rapariga andou metida bem como o excesso de consultas e terapias em que saltou de um lado para o outro à procura da sua "paz interior"... esta parte achei um bocado exagerada mas pronto essa é a minha opinião, tudo se quer.
Na parte final em que ela encontrou a sua tão necessária paz interior.
O livro tem fotografias da própria escritora onde se pode constatar algumas passagens da sua vida.
As descrições sobre ela própria no livro conseguem ser bem mais encantadoras dos que as fotografias disponíveis, pelo menos para mim... foi uma espécie de desilusão.
Gostei do livro sim mas não em arrebatou como muitos outros que já li, lesse bem apesar de ser um pouco grande 525 páginas.