30 de agosto de 2017

Só se lembram de mim quando estão na merda...

Literalmente e sem qualquer dúvidas este é o título mais correto de sempre.
O meu primo telefonou a dizer que precisava muito de falar comigo e que ia passar à minha porta se podia descer para falar com ele.
Logo à partida achei estranho, confesso e pensei logo, não deve de ser para me dar nada.
Meu dito, meu feito.
Disse que precisava de mim para ir a tribunal testemunhar a favor dele em como ele nunca se meteu em grandes confusões e coisas do gênero.
Pois eu fui apanhada de surpresa confesso, imaginei tudo menos isso, e isso deve ter-se reflectido no meu rosto.
Perguntei o que se tinha passado para chegar a ter que ir a tribunal e ele não quis falar muito no assunto.
Eu respirei fundo olhei para a cara dele e disse "esta bem" a verdade é que eu devia era ter trincado a língua toda antes de dizer que sim.
Até ao dia de hoje eu nunca... graças a Deus... tive problemas, nem com polícia, nem com tribunal, nem nada dessas coisas, não conheço esse mundo, nunca tive problemas que chegassem a esse patamar, alias a nenhum mesmo.
Agora sinto-me um bocado incomodada em ter dito que sim e muito irritada por ter caído nessa conversa só pelo ar de aflito dele.
Queria ser capaz de enfiar a cabeça contra a parede várias vezes por ter dito que sim.
Eu não gosto de problemas, muito menos os dos outros.
Se o arrependimento matasse já estava esticadinha, bem esticadinha.