27 de novembro de 2017

Teimosinha tenho que chegue...

Uma coisa é certa nunca neguei que não sou teimosa, porque sei muito bem que o sou, mas que fazer ninguém é perfeito.
Sábado fui para o tratamento, correu tudo muito bem, não me senti mal durante o tratamento, estive bem disposta, apenas muito cansada.
Vim para a sala de espera aguardar que o meu colega saísse, porque vimos juntos embora.
Já estava na sala para aí à 25 minutos, mais coisa menos coisa.
De  repente deu um, tipo "estalinho" no ouvido esquerdo, viro a cabeça de uma lado para o outro e vejo a sala de espera desfocada e a tremer.

Pensei cá para mim isto deve ser uma tontura daquelas mais fortes e continuo ali sentada a ver cada vez mais as voltas, vai na volta lembrei-me de me por em pé, e lá tentei, primeira, segunda vez e é aí que reparo que a coisa estava mesmo mal porque nem em pé me segurava.
Eu queria que aquilo passa-se, mas naquela fase entendi que tinha mesmo que pedir ajuda.


Estava a vir um enfermeiro trazer uma colega à sala e eu queria  chamar pelo nome dele mas nem conseguia sequer, o bombeiro que estava lá ao lado apercebeu-se e chamou. 
Só me lembro de ele perguntar "estas a sentir-te mal?" e ficou sem resposta e disse "vamos para dentro" bonito foi quando me tentei por de pé e de repente apaguei.
Segundo me disseram ele pegou em mim e foi a correr para dentro e deitou-me numa das cadeiras nisto quando abro os olhos tenho 3 enfermeiros, uma médica, um auxiliar  tudo a olhar para mim e tudo com o "e então?" na ponta da língua para perguntar.


Segundo a médica isto  pode ser o síndrome vertiginoso... que bonito era só o que me faltava.
Hoje já me sinto melhor mas ainda ontem tive vários momentos de tonturas, mas uma coisa muito levezinha. 
E eu nunca vou conseguir aprender que ao primeiro sintoma tenho que falar, mas não fico sempre a pensar isto passa, é respirar fundo que isto passa.
Como diria o meu pai "de teimosinha tens tu que chegue"... pois é verdade sim senhor.