29 de outubro de 2014

Sobre freiras...

O livro que estou a ler neste momento "A prostituta de Deus" esta a fazer com que os meus neurônios andem às voltas.
Quando penso em freiras penso em senhoras simpáticas, muito bondosas, bem dispostas e sempre prontas a ajudar os outros.
A verdade é que pelo que estou a ler, tendo em conta que esta história é verídica o meu conceito de freira esta muito longe da realidade. 
Para quem não sabe o Hospital Maria Pia no Porto, que agora pertence à rede do Centro Hospitalar do Porto, ou seja, é o hospital St. António, Hospital Joaquim Urbano e a Maternidade Júlio Dinis, antigamente era gerido por freiras.
Em 1996 quando dei entrada a primeira vez neste hospital, ainda existiam muitas freiras, logo até aos meus 18 anos convivi com várias senhoras deste oficio, enfermeiras e freiras e a minha experiência com elas foi muito boa, sempre muito atenciosas, amáveis e profissionais. Tenho em particular muita memória da Irmã Glória, chefe do serviço de Nefrologia desse hospital na época em que o comecei a frequentar, era uma senhora já com uma certa idade mas muito amorosa e querida que muitas vezes me enxogou a lágrimas e tentou de todas as maneiras possíveis que eu lidasse bem com o sofrimento.
Como é evidente para mim o estatuto de freira não serve para qualquer pessoa, é preciso gostar e ter vocação para tal, mas para mim a missão delas é ajudar os outros, não compreendo o porque de muitas dela apenas se quererem fechar num convento e rezar de manha até à noite, será que são minimamente felizes assim? Não sei, custa-me a acreditar sinceramente, que estarem fechadas e fazer proibição de tudo e mais alguma coisa não é lá muito saudável e este livro tem vindo a mostrar um pouco o lado "escuro" de ser freira á uns anos atrás, pelo que tenho lido no livro, mas tudo o que li e irei ler não irá destruir a imagem que eu tenho das freiras, quero acreditar que continuam a ser pessoas carinhosas e simpáticas que vivem essencialmente para poderem ajudar os outros.