26 de julho de 2017

E por falar em ciganos...

É só para dizer que eu convivo quase diariamente com 5 tipos de ciganos diferentes.
O A. que foi expulso da clínica de diálise era e é o mais reles de todos, mal educado, porquinho quanto baste e gosta de ameaçar tudo e todos, por acaso a mim nunca o fez sempre me falou com muito respeito, eu acho que ele entendeu bem que eu adoro brincar mas que se tiver que me passar da cabeça e o mandar para o raio que o parta que o fazia, logo comigo o fulano nunca abusou.
A F. 1 que é o poço da falta de educação uma pessoa diz "Olá" e nem uma nem duas... depois dizem que são descriminados eles auto descriminam-se... também é um misto do A. sujinha quanto baste.
O Sr. M. já com uma idade, mas atenção com uma educação e uma limpeza que deixa muita gente a desejar ser igual, admiro o homem, sem qualquer dúvida, pode ser cigano mas ninguém consegue ser melhor do que ele no que respeita a educação e a limpeza. Ainda ontem o encontrei no hospital e como faço sempre que o vejo, fui cumprimenta-lo, não tenho nenhum problema com isso, seja de que raça seja. 
A F.2 outra jovem cigana que teve apenas o enorme azar de ter nascido na raça cigana, a miúda tem um pensamento e uma forma de falar muito à frente, nem parece que vive  num âmbito de família ciganas, é contra todas as tradições e pormenores que a vida cigana assim impõem.
A C. é das auxiliares do hospital, mais competente, profissional e meiga que eu conheço, também é cigana, nunca o escondeu, mas como eu costumo dizer é uma cigana fantástica, adoro a maneira dela ser e a dedicação ao seu trabalho, ela fugiu aos padrões típicos das ciganas, tem um emprego, cumpre horários, trabalha com muita gente e é extremamente competente. 
Como podem ver tudo vai daquilo que cada um é e o que quer para a sua vida.
Convivo com frequência com estas pessoas de raça cigana que acabei de referir e nunca fui maltratada, nem nada do gênero, alias admiro a maior parte deles.
Agora se me vieram falar dos ciganos que me vem tocar à campainha a pedir, dos que de vez em quando me roubam o pão, bem aí a conversa já é diferente.
Não lhes acho a minima piada, sempre que tocam á campainha sou obrigada a passar-me da cabeça então quando me roubam o pão só me dá vontade de lhe enfiar a vassoura pelas costas abaixo.
Odeio quando falam aquela lengalenga que ninguém entende e só quando querem e lhes apetece é que sabem falar o dialecto normal... como isto me enerva.
Lá esta, sejam ciganos, negros, albinos, brancos, cor de rosa, às pintinhas... existe de tudo em todas as raças, por isso não é nada bonito estarmos a julgar todos por igual, se alguns são malandros e não querem nada, existem outros que até têm uma vida normal como muitos de nós.